Economia

CP fala em 52% de comboios suprimidos devido à greve

CP fala em 52% de comboios suprimidos devido à greve

Cerca de metade dos comboios urbanos de Lisboa, 52%, estavam suprimidos às 18 horas, disse uma responsável da empresa, enquanto o sindicato Ferroviário da Revisão Itinerante refere uma "adesão quase total dos trabalhadores" à greve.

Ana Portela, porta-voz da CP, afirmou à Lusa que pelas 18 horas desta quarta-feira, dia de greve dos trabalhadores das bilheteiras e revisores dos comboios urbanos de Lisboa, que começou esta terça-feira e termina na sexta-feira, circularam 48% dos comboios previstos desde as 00:00, "o que significa 52% de supressões".

Luís Bravo, presidente do Sindicato Ferroviário da Revisão Itinerante Comercial (SFRCI), por seu lado, afirmou à agência Lusa que se tem verificado "uma adesão quase total dos trabalhadores", apontando para "cerca de 75% de comboios suprimidos".

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O dirigente sindical disse que "há demasiada indignação dos trabalhadores, pelo facto de depois de laborarem feriados e folgas receberem a 100%, terem de devolver 50% [deste valor] desde janeiro".

Questionado sobre se estava satisfeito com a adesão a esta greve, Luís Bravo disse que "ficava contente se não tivesse realizado a greve e se a CP e a tutela tivessem mantido a lei que estava em vigor".

O responsável disse ainda que, "face ao pagamento de apenas 50%o dos dias de feriado e de folga, [o sindicato] terá de enviar um pré-aviso de greve para todos os feriados de junho".

A porta-voz da CP avançou algumas previsões, salvaguardando, no entanto que podem não corresponder aos comboios que efetivamente circulem. Ainda assim, Ana Portela estima ter uma média de dois comboios por hora, nos dois sentidos, até às 20 horas nas linhas de Sintra e de Cascais.

A responsável disse que, "na linha do Sado, estão a fazer-se todos os comboios" e que, "na linha da Azambuja, está prevista a circulação de mais ou menos um comboio por hora até às 21 horas.

Reconhecendo que a circulação dos comboios urbanos de Lisboa não está a decorrer "com a regularidade habitual nem desejável", Ana Portela disse que "há alguns comboios a acompanhar a hora de ponta".

Sobre os motivos da greve, o sindicato indicou em comunicado que os trabalhadores das bilheteiras e revisores pretendem ser pagos a 100% nos dias de descanso e feriados, como está estipulado no acordo de empresa.

Depois de informados pela CP de que os ministérios da Economia e das Finanças apenas vão pagar aqueles dias a 50 por cento, e com retroativos a janeiro, os funcionários do serviço comercial da CP disseram sentir-se defraudados.

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