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Paralisação

CP lamenta que sindicato tenha optado pelo "conflito" com greves sucessivas

CP lamenta que sindicato tenha optado pelo "conflito" com greves sucessivas

A CP lamenta que o sindicato que convocou a greve desta sexta-feira tenha optado pelo "conflito", convocando greves sucessivas numa altura crítica para a empresa, e diz que o documento que apresentou sobre as carreiras era "um ponto de partida".

"Foi com estranheza que a CP foi confrontada com vários pré-avisos de greve, invocando como razão principal para estas greves a discordância face à referida proposta negocial. Discordância essa que não foi manifestada previamente a esta tomada de posição", afirma a empresa, em comunicado.

Na mesma nota, a empresa sublinha: "Ao invés de querer negociar com a CP, como todos os demais sindicatos estão a fazer, [o sindicato que convocou a greve desta sexta-feira] optou pelo conflito e pela convocação de greves sucessivas, que se iniciaram em julho e que se prolongam por todo o mês de agosto, numa altura particularmente crítica e difícil para a empresa, para os portugueses e para o país".

Explica que, na sequência da fusão, por incorporação, da EMEF na CP, "foi necessário proceder à análise das situações laborais das diversas carreiras e situações laborais dos trabalhadores que passaram a integrar o efetivo da nova CP".

"Neste contexto, foram celebrados três novos acordos de empresa que resultaram de um longo processo negocial em que todas as partes -- empresa e sindicatos -- atuaram com lealdade, boa fé e espírito construtivo. Só assim foi possível obter o acordo de todas as partes envolvidas, num clima de paz social que permitiu encontrar boas soluções negociais, a bem da empresa e dos seus trabalhadores", acrescenta.

A CP diz ainda que, após a celebração destes novos acordos de empresa, é necessário atualizar os Regulamentos de Carreiras existentes, através da sua integração num único Regulamento de Carreiras, "capaz de preparar a empresa para os desafios do futuro e de promover a dignificação da profissão dos ferroviários".

"Nesse sentido, no passado dia 2 de julho, a CP apresentou às Organizações Representativas dos Trabalhadores um documento de trabalho que constitui o ponto de partida para se dar início à discussão do novo Regulamento de Carreiras. Várias organizações sindicais envolvidas apresentaram o seu parecer", recorda.

No caso do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), a CP diz que foi "com estranheza" que foi confrontada com vários pré-avisos de greve, invocando como razão principal a discordância face à referida proposta negocial, "discordância essa que não foi manifestada previamente a esta tomada de posição".

O Conselho de Administração da empresa não questiona o direito à greve, mas diz não poder ficar indiferente "à atitude desta organização, que não é coincidente com o clima de diálogo que a empresa tem procurado manter nas diversas vertentes do seu relacionamento com os representantes dos trabalhadores, e que tem produzido boas soluções para um entendimento comum".

"A CP e a sua equipa que desenvolve estas negociações mantêm-se disponíveis para o diálogo com todos os trabalhadores e estruturas sindicais, mas não pode deixar de observar que esse diálogo é prejudicado pelo rompimento da paz laboral, através de greves, principalmente quando as motivações apresentadas não têm correspondência com a realidade", insiste.

A empresa explica que, ao contrário do que invoca o SFRCI, não pretende "extinguir as categorias de Operador de Revisão e Venda e Operador de Venda e Controlo".

"O documento inicial propõe apenas a fusão das duas categorias numa única categoria, de Operador Comercial, uma vez que já hoje desempenham exatamente as mesmas funções, mantendo as especializações atualmente existentes na área de Revisão e Venda e Venda e Controlo", acrescenta.

Por todas estes motivos, a CP considera que a greve "é desproporcionada, manifestamente inoportuna e desnecessária", e apela ao SFRCI para que "faça o mesmo que os demais sindicatos da empresa estão a fazer", ou seja, que "retome a via do diálogo e da negociação (...), o único caminho possível para o fortalecimento da empresa, para a dignificação do trabalho e para a concretização dos avultados investimentos que a empresa tem feito em vários domínios".

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