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Crédito concedido a fornecedores aumentou 13%

Crédito concedido a fornecedores aumentou 13%

O crédito especializado concedido a fornecedores para reporem 'stocks' subiu para os 1242 mil milhões de euros, no primeiro trimestre do ano.

Os montantes concedidos em crédito aos fornecedores ascendeu a 611,5 milhões de euros nos primeiros três meses de 2010, uma subida de 46% face a igual período do ano passado, tendo permitido que as empresas de crédito especializado tenham concedido mais 13% do que no primeiro trimestre de 2009.

Já no segmento dos particulares, houve uma quebra homóloga de 4,5%, num total de 467,5 milhões de euros de empréstimos concedidos, de acordo com os dados da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC).

O presidente da ASFAC, António Menezes Rodrigues, disse à agência Lusa que a actual conjuntura, marcada pela grave crise internacional, "ajuda a explicar a necessidade de os fornecedores aumentarem os financiamentos para os 'stocks', enquanto reflecte a preocupação das famílias com a necessidade de haver uma retracção do consumo".

Entre Janeiro e Março, o crédito clássico (particulares e empresas), que representa 41% do total dos montantes financiados, baixou 3,8% para 508 milhões de euros, isto, em termos homólogos - 92% deste tipo de crédito é concedido a particulares (crédito ao consumo) e apenas 8% a empresas.

Já o crédito 'revolving' (que engloba os cartões de crédito) registou uma descida homóloga de 30%, para 106,6 milhões de euros.

Dentro do crédito clássico, 75% foi destinado à aquisição de meios de transporte (automóveis e motociclos), 14% à compra de artigos para o lar e oito por cento a crédito pessoal (um decréscimo homólogo de 20%).

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Durante o primeiro trimestre do ano foram celebrados 112550 contratos de crédito clássico (98% com particulares), um recuo de 18% face a igual período de 2009, mas, em média, o valor de cada contrato de crédito ao consumo subiu 17% para 4522 euros.

"Há menos contratos, mas de maior valor, o que deve significar que as famílias com menos rendimentos estão a pedir menos crédito", sublinhou Menezes Rodrigues.

Já no crédito concedido às empresas, o número de contratos subiu 7% (2600), enquanto o valor médio por contrato decresceu 2% para 15910 euros.

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