Energia

Custo da energia para famílias e empresas preocupa parceiros sociais

Custo da energia para famílias e empresas preocupa parceiros sociais

Os parceiros sociais são unânimes em destacar o preço da energia como uma das principais preocupações para as empresas e famílias portuguesas, considerando fundamental baixar os custos.

Este foi um dos temas em cima da mesa na reunião que juntou, esta segunda-feira, confederações patronais e sindicais com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, antes da reunião do Conselho Europeu que vai decorrer na próxima quinta e na sexta-feira.

Para o líder da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, a união energética com Espanha e França "é um fator determinante" para a economia e competitividade das empresas e é fundamental que seja concretizada até 2020.

"Não devemos discutir se a energia é cara ou barata, mas se é competitiva e a portuguesa não é", disse, comparando os custos com outros parceiros comerciais como os Estados Unidos.

O presidente da Confederação de Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, saiu da reunião com "algumas pistas positivas" quanto à interconexão, que disse ser "essencial para baixar os custos" mas não se mostrou inteiramente confiante.

"Já tem havido alguns compromissos de França sem concretização", argumentou.

Também a presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, considerou "fundamental que a União Europeia comece a pensar num melhor equilíbrio dos custos energéticos para as empresas e famílias" pois "só assim Portugal pode ser mais competitivo".

Já para o dirigente da CGTP, Arménio Carlos, o que está em causa nas interligações energéticas "é perceber para que serve e a quem vai beneficiar".

"A interligação com Espanha e França, se for com o objetivo de dar ganhos aos acionistas é mau, mas se for para baixar o preço da eletricidade é positivo", afirmou o sindicalista, acrescentando que não lhe parece que esteja a ser seguido esse caminho, e sim "o da proteção dos grandes lobies".

Os governos de Portugal, Espanha e França assinaram uma declaração na qual se comprometem a trabalhar em conjunto para que a Península Ibérica deixe de ser uma "ilha" do ponto de vista energético, com uma meta de 10% de interconexões até 2020.