Economia

Decisão sobre o Carnaval é má para o Turismo mas extinção de feriados é muito pior

Decisão sobre o Carnaval é má para o Turismo mas extinção de feriados é muito pior

O presidente da principal associação hoteleira algarvia afirmou, esta terça-feira, que a decisão do Governo sobre o Carnaval será prejudicial para o Turismo regional, mas discordou que seja uma "machadada", mostrando-se mais preocupado com a extinção de quatro feriados.

"Eu acho que será 'mais machadada' acabar com os quatro feriados que permitem pontes, o que significa menor procura para o Algarve em alturas chave, embora também signifique melhoria de outros fatores dinâmicos da economia portuguesa", disse o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas.

Segunda-feira, o presidente do Turismo do Algarve, António Pina, disse que não dar tolerância de ponto aos funcionários públicos no Carnaval é "uma machadada" num evento que contraria a sazonalidade, referindo-se sobretudo aos tradicionais festejos de Loulé.

Para Elidérico Viegas, "seria faltar à verdade" dizer que a decisão de não conceder tolerância de ponto aos funcionários públicos não terá reflexos negativos no Turismo algarvio, mas "não precisamos ir tão longe ao ponto de dizer que isso seja uma machadada".

"O Carnaval, a Páscoa e outros momentos ao longo do ano são balões de oxigénio, no que respeita ao mercado interno e não havendo pontes haverá constrangimentos", afirmou, observando contudo que "não será por isso que o mercado interno vai continuar a descer no que respeita à ocupação hoteleira no Algarve".

Recordou a propósito os indicadores divulgados na segunda-feira pela AHETA segundo os quais a taxa de ocupação global média/quarto em Janeiro foi de 22,4%, o pior registo dos últimos 17 anos e que representa uma redução de 41% relativamente a Janeiro de 2011.

"O nosso desespero não é por causa do Carnaval", sintetizou, lamentando que se tenham agravado as razões da perda de competitividade da economia portuguesa relativamente ao sector turístico.

Precisou que esses factores são a perda de produtividade, os impostos altos, a dificuldade de acesso ao crédito, a degradação da promoção turística e a falta de uma política competitiva de gestão aeroportuária e transporte aéreo.

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