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Défice público inverte tendência e afunda 1,6 mil milhões de euros em julho

Défice público inverte tendência e afunda 1,6 mil milhões de euros em julho

Aumento do défice tinha sido quase nulo em junho, mas em julho já fica evidente que o Governo está a conseguir inverter a tendência herdada da pandemia. Receita está mais forte e despesa está mais suave.

A subida do défice público medido em contabilidade pública (dados administrativos apurados pelas Finanças) terminou, finalmente, em julho. Após ano e meio de pandemia e de forte pressão sobre a despesa e a receita, as Finanças revelam esta quarta-feira que o défice medido em contabilidade pública (as contas feitas pelos serviços do governo) que o desequilíbrio das contas, embora seja elevado, começou a recuar.

"O défice até julho das Administrações Públicas ascendeu a 6.840 milhões de euros em contabilidade pública, representando uma melhoria de 1.631 milhões de euros face ao período homólogo", diz uma nota enviada às redações pelo gabinete do ministro das Finanças, João Leão.

Recorde-se que em junho, o défice já dava sinais de estabilização. No primeiro semestre, ascendeu a 7.060 milhões de euros em contabilidade pública, o que representou um aumento de apenas 150 milhões de euros face ao período homólogo.

Agora, em julho, o Ministério das Finanças (MF) explica que "o desagravamento do défice resulta do acréscimo de 8% da receita, explicado por três efeitos: por um lado, em resultado da retoma da atividade económica derivada do desconfinamento, por outro, ao efeito base associado ao 2º trimestre de 2020 e ainda aos efeitos temporários derivados do diferimento do pagamento de impostos".

A despesa primária, isto é, a despesa total tirando os juros da dívida, "cresceu 5,4%, refletindo as medidas extraordinárias de apoio à economia".

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