Défice

Défice sem medidas extraordinárias ficará entre 2,9% e 3%

Défice sem medidas extraordinárias ficará entre 2,9% e 3%

O Conselho de Finanças Públicas considerou esta sexta-feira que "não se afigura possível" que o défice orçamental excluindo medidas extraordinárias fique nos 2,8% em 2015, como previsto pelo Governo, estimando que fique "entre os 2,9% e os 3%".

No seu relatório "Evolução económica e orçamental até ao final do 3.º trimestre e perspetivas para 2015", o Conselho de Finanças Públicas (CFP) escreve que "o cumprimento da meta do Orçamento do Estado para 2015 [OE2015] ajustada de medidas temporárias e não recorrentes (-2,8% do PIB) implicaria que o défice não ultrapassasse 0,5% do PIB no último trimestre de 2015" e acrescenta que "tal não se afigura possível".

No entanto, a entidade liderada por Teodora Cardoso prevê que, em termos ajustados, o défice orçamental de 2015 "fique entre os 2,9% e os 3%" do Produto Interno Bruto (PIB), mas que, não ajustando o desempenho orçamental dessas medidas, o défice "irá exceder o limite de 3% do PIB, na sequência da medida de resolução do Banif, ocorrida no passado mês de dezembro, que envolveu um auxílio público de montante significativo".

Assim, o CFP entende que "o objetivo para o saldo orçamental estabelecido no OE2015 não será cumprido", mas admite que "o défice orçamental não exceda 3% do PIB em termos ajustados" no conjunto do ano de 2015.

O organismo destaca que o défice orçamental registado até setembro do ano passado, de 3,6% do PIB, "representa já 95,4% do valor nominal (ajustado) previsto para 2015, enquanto em igual período do ano anterior correspondia a 85,7% do valor registado no final desse ano".

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