Eleições

Demissão em bloco no Turismo do Porto e Norte

Demissão em bloco no Turismo do Porto e Norte

Eleições marcadas para 18 de janeiro pretendem "clarificar" estrutura da entidade regional de turismo cujo presidente foi detido há quase dois meses por suspeita de corrupção.

Os órgãos sociais da entidade regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) demitiram-se em bloco, esta quarta-feira à tarde, "para forçar eleições" e "renovar a estrutura" da instituição abalada pela detenção, em meados de outubro, do presidente, Melchior Moreira, da diretora executiva, Isabel de Castro, da jurista, Gabriela Escobar Gomes, além de dois empresários que mantinham negócios com a TPNP, José Simões Agostinho e Manuela Couto.

De acordo com o presidente da Assembleia Geral da TPNP, Eduardo Vítor Rodrigues, as eleições estão marcadas para o dia 18 de janeiro e, até lá, o orçamento da entidade, que teria de ser aprovado até 31 de dezembro, terá de ser "gerido em duodécimos".

"O meu objetivo era arranjar forma de haver clarificação e não fazer de conta que nada se passava, conseguir repor a legitimidade dos órgãos, cuja credibilidade estava colocada em causa. Era urgente renovar a estrutura", explicou Eduardo Vítor Rodrigues, que prevê que as eleições venham a ser disputadas por "várias listas" que ainda não foram anunciadas.

Dos cinco detidos em outubro por suspeita de corrupção, tráfico de influências e falsificação, só o presidente da TPNP, Melchior Moreira, continua em prisão preventiva.

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