IEFP

Desempregados do turismo cresceram 9% em novembro

Desempregados do turismo cresceram 9% em novembro

Apesar das queixas de falta de mão-de-obra, carência de trabalhadores não se reflete nos dados do IEFP.

O número de desempregados de setor turístico com inscrição ativa nos centros de emprego aumentou em novembro 9% face ao mês anterior, interrompendo um ciclo de sete meses consecutivos de melhorias nos dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) para os trabalhadores do alojamento, da restauração e de outras atividades similares como as cafetarias.

No mês passado, o desemprego registado neste setor subiu em 2723 indivíduos, para um total de 32 916 nas regiões do continente (a desagregação por atividades de origem do desemprego não inclui dados para Açores ou Madeira), de acordo com dados divulgados ontem.

O turismo foi, aliás, um dos poucos setores com aumento de desemprego num mês que marcou um novo mínimo de registos ativos de desempregados, nos 345 884, em quebra continuada desde março deste ano. Além deste setor, a agricultura aumentou as inscrições no desemprego em 1,4% (mais 167) e o setor de eletricidade, gás, água, saneamento e resíduos em 1,1% (mais 11).

A subida de desempregados do turismo em novembro surge em linha com o comportamento de anos anteriores, com e sem pandemia, dada a forte sazonalidade do emprego no setor. Há um ano, por exemplo, o desemprego registado globalmente caía também, mas alojamento e restauração somavam mais 8% de desempregados. A agricultura, outra atividade sazonal, também somava mais 1,1% de desempregados.

O aumento registado no arranque do outono de 2021 surge num período em que o setor se queixa de fortes dificuldades de recrutamento. No mês a que se reportam estes novos dados do IEFP, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) voltou a alertar para o problema de falta de mão-de-obra, pedindo políticas de incentivo à contratação. Ao mesmo tempo, deu conta do estabelecimento de uma parceria em projeto-piloto com o centro de emprego de Lisboa para facilitar recrutamentos e reduzir o desemprego na capital.

As ofertas de emprego colocadas por empresários do alojamento e da restauração também afundaram em novembro, em cerca de 16%, para 1377. As colocações, por outro lado, caíram 4,4%, para 741.

PUB

Em queda

O IEFP contabilizava 345 884 inscrições ativas de desempregados, numa redução de 1,6% face ao mês anterior, e de 13,2% face a um ano antes. Um número quase tão baixo quanto aquele que se verificava em março de 2020.

Em formação

Sem trabalho mas em formação através dos centros de emprego estão 102 544 pessoas, classificadas como ocupadas. Trata-se de um aumento de 1% face ao mês anterior.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG