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Desemprego atinge 20 milhões na UE

Desemprego atinge 20 milhões na UE

O desemprego atingiu mais de 20 milhões de pessoas na União Europeia, no mês de Março.

As estatísticas do Eurostat revelam que, face a Fevereiro, há mais 626 mil trabalhadores sem emprego nos 27 países da UE.

A taxa de desemprego na UE aumentou de 8,1%, em Fevereiro, para 8,3% em Março deste ano, e nos 16 países da Zona Euro subiu de 8,7%, para 8,9%, a percentagem mais alta desde Novembro de 2005. Em Portugal, a taxa de desemprego apurada pelo Eurostat foi de 8,5%, em Março, mais uma décima do que a registada no mês anterior (8,4%), e bem acima dos 7,6% que se registaram em Março do ano passado. Portugal continua, no entanto, a manter um nível de desemprego abaixo da média da Eurozona, o que não passou despercebido ao ministro do Trabalho, Vieira da Silva.

Referindo-se aos dados do Eurostat, Vieira da Silva adiantou que as taxas de desemprego na Europa "apontam para um crescimento generalizado em todo o continente. Portugal acompanha essa tendência, ainda que com uma intensidade menor do que na generalidade dos países".

Do total de 20,154 milhões de desempregados existentes na UE, 14,158 milhões pertencem aos países da moeda única, como é o caso de Portugal. O Eurostat conclui que neste grupo de países há mais 419 mil pessoas sem emprego, do que havia no mês anterior, e mais 2816 milhões que no mesmo mês de 2008. Na Europa a 27, existem mais 4,061 milhões de desempregados do que em Março do ano passado. Nesse mês, a taxa de desemprego na Eurozona era de 7,2%, e de 6,7% na UE.

O país com a taxa de desemprego mais elevada é Espanha, com 17,4% da população activa sem trabalho, no mês de Março, percentagem que há um ano atrás era de 9,5%. A taxa mais baixa registou-se na Holanda (2,8%).

Por géneros, o desemprego masculino subiu para uma taxa de 8,6%, e o feminino para 9,2%, nos países da moeda única. Na UE, os homens e mulheres são 8,3% da população desempregada. Os jovens representam mais de 18% da população sem emprego, tanto na Zona Euro como na UE a 27.

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Enquanto a crise leva a despedimentos em massa, os preços no consumidor estão a estabilizar.

No mês de Março, a taxa de inflação na Zona Euro tinha atingido um mínimo histórico, nos 0,6%, percentagem que se manteve em Abril.

Esta estabilização dos preços no consumidor levanta de novo, o problema da deflação (queda generalizada dos preços no consumidor), situação que tem provocado pressões no Banco Central Europeu para novas descidas de juros.

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