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Desemprego cai para 6,1% no 3.º trimestre

Desemprego cai para 6,1% no 3.º trimestre

A taxa de desemprego no terceiro trimestre do ano recuou para 6,1%, menos 0,2 pontos percentuais do que no trimestre anterior e menos 0,6 pontos percentuais em termos homólogos.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), trata-se do valor mais baixo da série iniciada em 2011.

A população desempregada, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira foi estimada em 323,4 mil pessoas e diminuiu 1,5% (5,1 mil) em comparação com o trimestre anterior e 8,3% (29,3 mil) em relação ao terceiro trimestre de 2018.

Na população empregada (4.947,8 mil pessoas) foi observado um acréscimo trimestral de 0,6% (31,1 mil) e um acréscimo homólogo de 0,9% (45,0 mil).

A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) situou-se em 17,9%, tendo diminuído 0,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e 2,1 pontos percentuais relativamente ao homólogo.

A proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) foi estimada em 52,4%, menos 0,7 pontos percentuais do que no trimestre anterior e mais 2,4 pontos percentuais do que no homólogo.

A subutilização do trabalho - que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis, e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego - abrangeu 667,7 mil pessoas e a taxa correspondente foi de 12,2%.

"A subutilização do trabalho diminuiu 1,3% (8,8 mil) em relação ao trimestre anterior e 6,9% (49,8 mil) em relação ao trimestre homólogo", refere o INE.

Em relação aos jovens não empregados que não estão nem a estudar nem em formação, no terceiro trimestre de 2019, do total de 2.198,8 mil jovens (dos 15 aos 34 anos), 10,0% (220,2 mil) não estavam empregados, nem a estudar ou em formação.

Relativamente ao trimestre anterior, a taxa de jovens não empregados que não estavam em educação ou formação aumentou 1,3 pontos percentuais (29,3 mil).

Relativamente ao terceiro trimestre de 2018, a taxa de jovens não empregados que não estavam em educação ou formação aumentou 0,1 pontos percentuais (a que corresponde uma variação absoluta quase nula), em resultado do acréscimo nas mulheres (10,9 mil ou 1,1 pontos percentuais) ter compensado a diminuição nos homens (10,1 mil ou 0,8 pontos percentuais).

O acréscimo homólogo ocorreu apenas no grupo etário dos 20 aos 24 anos (4,5 mil ou 0,6 pontos percentuais).

De acordo com o INE, no terceiro trimestre de 2019, a taxa de desemprego foi superior à média nacional em cinco regiões do país: Açores (7,3%), Alentejo (7,0%), Madeira (6,9%), Norte (6,6%) e Área Metropolitana de Lisboa (6,4%).

Já a taxa de desemprego no Algarve (5,3%) e na região Centro (4,8%) ficaram abaixo daquele valor (6,1%).

Em relação ao trimestre anterior, a taxa de desemprego diminuiu no Algarve (1,4 pontos percentuais), nos Açores (0,9 pontos percentuais) e na Área Metropolitana de Lisboa (0,7 pontos percentuais), tendo-se mantido inalterada na Madeira e aumentado no Norte (0,4 pontos percentuais), Centro e Alentejo (0,1 pontos percentuais em ambos).

Em relação ao trimestre homólogo, a taxa de desemprego aumentou no Alentejo (0,4 pontos percentuais) e no Algarve (0,3 pontos percentuais), tendo diminuído nas restantes regiões.

Os dois maiores decréscimos homólogos verificaram-se na Madeira (2,0 pontos percentuais) e Açores (1,4 pontos percentuais).