Economia

Despedimento coletivo quase duplicou em janeiro

Despedimento coletivo quase duplicou em janeiro

O número de empresas que recorreram ao despedimento coletivo quase duplicou em janeiro deste ano, face ao mesmo mês de 2011, passando de 56 para 101, resultando em 871 trabalhadores despedidos em Portugal continental.

Segundo os dados publicados pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), em comparação com igual período do ano passado, o número de trabalhadores despedidos ao abrigo de processos de despedimento coletivo aumentou 46,6 por cento.

Em janeiro, foram concluídos processos de despedimento coletivo em 108 empresas (contra 56 de janeiro de 2011), tendo sido despedidos 871 trabalhadores (594 em janeiro de 2011).

Ainda assim, as empresas conseguiram "segurar" 55 postos de trabalho em janeiro deste ano, em relação aos 926 estimados no início dos respetivos processos de despedimento coletivo.

Por regiões, o Norte foi a região mais afetada por estes processos, tal como em 2011, com 54 empresas a dispensar funcionários por despedimento coletivo, num total de 448 trabalhadores, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo, com 44 empresas e 359 despedimentos.

Por tipo de empresas, os processos foram maioritariamente abertos por micro (47) e pequenas empresas (43).

De acordo ainda com os dados da DGERT, em janeiro foram abertos processos de despedimento coletivo em 114 empresas, que põem em risco mais 1139 postos de trabalho.

No ano passado, no mesmo mês, tinham sido iniciados despedimentos coletivos em 70 empresas que visavam o despedimento de 564 trabalhadores.

No processo de despedimento coletivo, a empresa entra com um pedido inicial junto do Ministério da Economia e Emprego, manifestando a sua intenção e o número de trabalhadores abrangidos pela ação.

Segue-se uma fase de negociação entre a empresa, os representantes dos trabalhadores e os serviços do Ministério, onde se tentam soluções, nomeadamente de reconversão, e negociações compensatórias.

Finalmente, a entidade empregadora comunica a decisão definitiva de despedimento e entrega um mapa final aos serviços do Ministério onde consta o número de trabalhadores efetivamente dispensados e o processo dá-se por concluído.

No conjunto do ano passado, recorreram ao despedimento coletivo um total de 641 empresas, tendo sido despedidos 6526 trabalhadores.

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