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Despedimentos coletivos afundam 53% em maio

Despedimentos coletivos afundam 53% em maio

Depois da explosão de abril, uma das maiores de sempre, o número de trabalhadores afetados por este tipo de medida caiu nos 15 dias seguintes.

Depois de uma explosão em abril face a março, o número de trabalhadores envolvidos em processos de despedimento coletivo teve uma forte descida (53%) na primeira quinzena de maio, revelam dados do Ministério do Trabalho. Em contrapartida, os novos pedidos de subsídio de desemprego e o número de trabalhadores com redução forçada de horário e de salário (lay-off) continuam a subir.

Os dados oficiais mostram que o lay-off, que o Governo refere como "uma medida excecional e temporária de proteção dos postos de trabalho, no âmbito da pandemia", estará a ter algum efeito. Pelo menos, os despedimentos recuaram.

Em abril, o número de trabalhadores propostos para despedimento atingiu um dos piores registos de sempre (140 empresas assumiram que querem despedir 1324 empregados), sendo muito pior do que na última crise. De notar também que a destruição de postos de trabalho por esta via foi especialmente agressiva nas microempresas (menos de dez trabalhadores). Neste grupo, o número de pessoas a despedir aumentou quase 160% em abril, para 370 casos, segundo os dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).

No entanto, na primeira quinzena de maio, já com as empresas a aderirem em grande número ao regime de lay-off simplificado (um aumento de quase 35% no número de empregados afetados, até um total que supera já os 1,3 milhões de casos), os despedimentos coletivos inverteram a tendência, indicam os dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP), do Ministério do Trabalho.

O GEP mostra que o número de trabalhadores a despedir caiu quase 53% (para 256 casos) na primeira quinzena de maio face a igual período de abril, o segundo mês desta grave crise que continua em curso.

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Isso é visível na enorme vaga de novos pedidos de subsídio de desemprego, que refletem, por exemplo, os contratos a prazo que não foram renovados ou as empresas que faliram.

117 000

Desde 1 de março, quase 117 mil pessoas acorreram aos centros de emprego para pedir o subsídio, segundo o Gabinete de Estratégia e Planeamento.

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