Finanças

Défice orçamental atinge os 6 652 milhões de euros até novembro

Défice orçamental atinge os 6 652 milhões de euros até novembro

Despesa com apoios subiu em perto de mil milhões no último mês, incluindo empréstimo à TAP e transferências para empresas de transportes públicos.

Até novembro, as contas públicas acumulavam um défice orçamental de 6 652 milhões de euros, de acordo com comunicado do Ministério das Finanças prévio à divulgação dos resultados de execução orçamental pela Direção Geral do Orçamento nesta terça-feira. O valor do défice, em contabilidade pública, segue praticamente inalterado, mas com uma ligeira melhoria, face aos dados de um mês antes, quando se fixava em 6 673 milhões de euros.

No comunicado de hoje, o ministério de João Leão dá conta de um desagravamento do défice em 2 219 milhões de euros face ao mesmo período de 2020, que é explicado por um crescimento maior das receitas do que das despesas ao longo de 2021.

A despesa, que crescia 5% até novembro face a período igual de um ano antes, incluía até ao mês passado um gasto de 6 233 milhões de euros classificado pelo governo como apoios a famílias e empresas, e que cresce perto de mil milhões de euros face à execução orçamental verificada até outubro (então, 5 276 milhões de euros de gastos extraordinários associados à pandemia. Nesta soma, esclarece o comunicado das Finanças, entram o empréstimo à TAP e transferências extraordinárias para as empresas de transporte público, o que explicará o aumento de gastos num mês em que a tomada de apoios em medidas como lay-off e apoio à retoma foi já muito residual.

Os apoios pagos pela Segurança Social atingiam no final de novembro 1815 milhões de euros (1 603 milhões de euros até outubro), segundo a nota, que destaca que o valor corresponde a mais de mil milhões de euros acima do orçamentado para este ano.

Neste valor, entram 901 milhões de euros pagos às empresas para suportar salários de trabalhadores no âmbito do lay-off simplificado e apoio à retoma progressiva, medidas com as quais foram gastos em novembro 13 milhões de euros. Além dos 901 milhões dos esquemas de redução horária e de suspensão de contratos, as empresas receberam até aqui mais 356 milhões de euros pela manutenção temporária de postos de trabalho após as ajudas iniciais (três milhões foram pagos em novembro).

Já os apoios à manutenção de rendimento de trabalhadores terão implicado uma despesa adicional de 25 milhões de euros no último mês, subindo para 463 milhões de euros, e os subsídios por quarentena e por doença covid implicaram um gasto de mais cinco milhões de euros para um total de 180 milhões de euros de despesa desde o início do ano.

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