Economia

Operações financeiras e fundos da UE arruínam contas externas

Operações financeiras e fundos da UE arruínam contas externas

O défice da balança corrente piorou até 911 milhões de euros em maio, naquele que é o pior registo desde 2012 neste período.

A economia portuguesa entrou novamente numa situação de desequilíbrio externo. O "problema" dissipou-se na segunda metade do programa da troika, reflexo das políticas de ajustamento (redução do crédito, do consumo, do investimento), mas este ano a balança corrente e de capital (sobretudo a corrente) tornou a derrapar, tendo registado o maior défice desde 2012 no período de janeiro a maio (acumulado).

De acordo com os dados atualizados do Banco de Portugal, as maiores drenagens de rendimento acontecem nos investimentos de carteira: o saldo de juros, associados a operações de empréstimos a menos de um ano, está em 810,9 milhões de euros negativos; nos rendimentos de investimentos em "participações de capital e fundos", o desequilíbrio ascende a 579,3 milhões de euros.

Este último item engloba "rendimentos de investimento de carteira sob a forma de dividendos e outros rendimentos de participação no capital social" (que não os de investimento direto) "decorrentes da detenção de ações, unidades de participação [fundos], depositary receipts e outros de natureza análoga", explica uma nota do Banco de Portugal.

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