Coronavírus

Media. "Não esperamos menos" do que o previsto para Turismo e Cultura

Media. "Não esperamos menos" do que o previsto para Turismo e Cultura

Plataforma de Media Privados, constituída pelos grupos Cofina, Global Media, Impresa, Media Capital, Público e Renascença, pede medidas "urgentes".

Os grupos de media privados pedem ao Governo "medidas" urgentes para o setor para mitigar efeitos do surto do coronavírus, com forte impacto nas fontes de receita dos órgãos de comunicação social. "Não esperamos menos do que o previsto para os setores do Turismo e da Cultura", diz a Plataforma de Media Privados (PMP), em comunicado. A Plataforma prepara-se para apresentar junto ao Governo com um conjunto de medidas de apoio ao setor, tal como noticiou o Dinheiro Vivo.

"A actual crise terá fortes impactos negativos em todo o tecido económico e social. Muitos já se fazem sentir de forma aguda num conjunto amplo de sectores da atividade económica, onde os media se incluem. A quebra pronunciada de receitas, os fortes acréscimos de custos, as dificuldades na produção, logística e distribuição de publicações não minam a nossa vontade, mas comprometem seriamente a nossa sobrevivência se nada for feito para apoiar quem pretende manter-se ao serviço de todos", alerta a Plataforma de Media Privados, constituída pelos grupos editoriais Cofina, Global Media, Impresa, Media Capital, Público e Renascença.

"A PMP não pode deixar de exprimir a sua surpresa e preocupação face à ausência de um programa de acção dirigido aos media. Pelos profundos impactos da atual crise sobre o sector, não esperamos menos do que o previsto para os sectores do Turismo e da Cultura. Impõem-se medidas urgentes, para as quais estamos, desde já, disponíveis para contribuir", refere a Plataforma em comunicado. "Apesar de encarar positivamente as medidas anunciadas pelo Governo no tocante à flexibilização das contribuições tributárias, registamos que nada é avançado para eliminar a situação de imoralidade fiscal de que beneficiam as plataformas e outros concorrentes globais instalados no nosso território. A introdução de obrigações sobre estes atores permitiria, a um tempo, mitigar os efeitos orçamentais negativos da crise e introduzir decência no mercado, agora especialmente fragilizado", referem ainda.

"O estado de emergência em vigor não deve colocar entraves ao funcionamento da cadeia de valor informativa, da produção à distribuição, incluindo a manutenção dos pontos de venda. Não teremos forma de cumprir a nossa missão se tal não se verificar. E todos ficaríamos a perder", reforçam. O impacto do surto do coronavírus está a ter forte impacto no sector dos media, que têm resultado em quebras de receita de mais de 50%, por isso, o sector, através da PMP está a preparar um documento que deverá apresentar em breve ao Governo propondo um conjunto de medidas para apoiar o sector. Num dos documentos que está em cima da mesa, para discussão final entre os membros da PMP, enumeram-se apoios diretos à manutenção dos postos de trabalho, períodos de carência de pagamentos de impostos ao Estado e pagamento a curto prazo de dívidas do Estado aos media.

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