Pandemia

Novo decreto do estado de emergência vai prever encerramento das escolas

Novo decreto do estado de emergência vai prever encerramento das escolas

Próximo estado de emergência será um "prolongamento" do atual, mas integrando as medidas entretanto tomadas pelo Governo como o encerramento das escolas, adiantou o Presidente da República. Ajuda internacional não é "razão para alarme social".

Marcelo Rebelo de Sousa indicou esta terça-feira que a renovação do estado de emergência vai ser "um prolongamento" do atual com a integração das medidas entretanto tomadas pelo Governo como o encerramento de escolas.

"Parece que tem toda a lógica que esta renovação do estado de emergência seja o prolongamento da renovação anterior integrando as medidas que foram tomadas", afirmou o Presidente da República depois de uma visita ao Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, onde foi montado uma estrutura de retaguarda para receber doentes covid.

O jornal Expresso tinha adiantado que o próximo decreto presidencial abria porta à manutenção das escolas fechadas nos próximos 15 dias. O atual estado de emergência começou às 00.00 horas do dia 15 de janeiro e termina às 23.59 horas do dia 30, no próximo sábado.

O encerramento das escolas foi uma decisão tomada na semana passada, depois do aumento exponencial de casos no país, apenas dois dias depois do reforço das medidas que já estavam em vigor desde o início deste estado de emergência.

Assim, além do encerramento de escolas e ATL, também a proibição de circulação entre concelhos, o encerramento das lojas e cafés ou o teletrabalho obrigatório deverão constar do próximo decreto presidencial que renova o estado de emergência.

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"No geral, o que se esperará é que haja renovação e que haja nos termos que estão em vigor, quer no decreto presidencial, quer no conjunto geral de medidas, incluindo as acabadas de tomar pelo Governo. É o que logicamente deverá acontecer", frisou o chefe de Estado.

Ajuda internacional

Questionado sobre a hipótese de Portugal recorrer a ajuda internacional face ao aumento do número de casos e a pressão no Serviço Nacional de Saúde, o Presidente da República afirmou que não há razão para alarme, lembrando que outros países, até com economias "mais ricas" já no passado o fizeram.

"Dos dados que conheço, não há neste instante razão que determine uma ideia de alarme social quanto à necessidade de recurso a ajuda internacional", começou por indicar.

"Há, como aconteceu no passado dentro da UE com países e economias das mais diversas e mais ricas essa colaboração, a disponibilidade de países amigos para ajudarem como foram ajudados no passado", mas deixou para o Governo esclarecimentos, se houver "matéria para esclarecer".

Vacinação de políticos

Sobre a notícia avançada esta terça-feira pelo Diário de Notícias para a vacinação de titulares de cargos, o Presidente da República afirmou que recebeu o despacho do primeiro-ministro, mas pouco adiantou sobre a iniciativa e a sua posição.

"O senhor primeiro-ministro elaborou um despacho em que solicitava aos titulares de órgãos de soberania que manifestassem a sua adesão à ideia de uma vacinação de acordo com prioridades que cada órgão de soberania entendesse", indicou.

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