Fundo de Resolução

PSD compromete-se a viabilizar retificativo para assegurar verba do Novo Banco

PSD compromete-se a viabilizar retificativo para assegurar verba do Novo Banco

O partido colocou-se ao lado do Bloco de Esquerda para impedir a transferência de 476 milhões de euros do Fundo de Resolução para o Novo Banco. Proposta volta a ser votada e vai ser viabilizada, agora com a abstenção do Chega.

"O Estado tem de ser uma pessoa de bem", começou por assegurar o deputado do PSD, Duarte Pacheco, acrescentando que a "transferência só pode ser feita depois de conhecida a auditoria e se o valor for devido", frisou o parlamentar.

E caso seja essa a conclusão da auditoria, "o PSD compromete-se a aprovar ", assegurou o coordenador social-democrata na Comissão de Orçamento e Finanças (COF). "Temos de cumprir os compromissos, mas os contratos têm duas partes: pago a conta que é devida, não a que me apresentam", afirmou.

"Não está em causa o dinheiro dos contribuintes", insistiu o deputado do PS João Paulo Correia. "É uma bomba atómica para o sistema financeiro", atirou o parlamentar.

"Aprovar a verba e dizer que se leva a sério a auditoria em causa é uma mentira", apontou a deputada bloquista, Mariana Mortágua, insistindo que em causa está "a transparência". "O PS ainda está a tempo de se juntar a esta proposta", desafiou a parlamentar.

O CDS também anunciou que não vai mudar o sentido de voto, abstendo-se o que permite viabilizar a norma.

A viabilização da norma do Bloco de Esquerda foi aprovada no último dia de votações na COF. Uma surpresa à vigésima quinta hora e que teve os apoios do PSD, PCP, PAN e BE. A abstenção do CDS e os votos contra do PS, da Iniciativa Liberal e do Chega que agora se vai abster, anunciou o deputado único, André Ventura, assegurando que "a proposta está juridicamente mal concebida" e por isso não vota a favor.

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O secretário de Estado das Finanças insistiu que esta decisão pode abalar o sistema financeiro e pôr em causa a credibilidade do país. "Qual é o calendário para a conclusão da auditoria do Tribunal de Contas?", questionou João Nuno Mendes. "O Novo Banco vai ficar até ao final do ano de 2021?", insistiu.

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