Greve

Saiba em que bombas pode abastecer o carro em caso de crise energética em agosto

Saiba em que bombas pode abastecer o carro em caso de crise energética em agosto

Tal como na greve de abril, as bombas da REPA só podem vender 15 litros de combustíveis por abastecimento. Fora da rede de emergência, são 25 litros.

Com o pré-aviso de greve já entregue esta semana para começar a paralisação dos camionistas a 12 de agosto e sem acordo entre o governo e os sindicatos sobre os serviços mínimos, a Entidade Nacional para o Setor Energético avançou com a publicação da lista dos postos de combustível que integram, a nível nacional a Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA).

No total, a lista para os cidadãos se precaverem integra 325 postos de abastecimento, 48 deles localizados no distrito de Lisboa. No Porto estarão 41 postos de abastecimento de sobreaviso. Já no Algarve, no distrito de Faro, onde milhares de turistas vão estar de férias no mês de agosto, são apenas 22 (menos de metade face à capital) as bombas previstas na rede de emergência da ENSE.

Em Bragança são apenas três os postos incluídos na REPA, em Évora e Portalegre são seis em cada um destes distrito, em Castelo Branco são nove e nos Açores só cinco das nove ilhas do arquipélago têm bombas em modo de emergência.

A ilha da Madeira conta com cinco postos na REPA, mas Porto Santo fica excluído.

Veja aqui a lista de postos de abastecimento

Para os veículos prioritários, a rede de emergência reserva 56 pontos exclusivos para abastecimento.

Para os cidadãos em geral (não prioritários), e tal como aconteceu na greve de abril, os postos de abastecimento da REPA só podem vender até à quantidade máxima de 15 litros de produto por cada abastecimento. Fora da rede de emergência, a lei fixa em 25 litros o volume máximo de gasolina ou gasóleo que cada bomba pode fornecer. Se quiserem armazenar combustível, o limite fica nos 10 litros por pessoa, sendo obrigatório ter um recipiente adequado para o efeito.

Entretanto, e quando faltam ainda 16 dias para a greve, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, aconselhou os portugueses a começarem já a "abastecer" as suas viaturas para "se precaverem".

"Temos todos de nos preparar. O Governo está a fazer o seu trabalho, mas todos podíamos começar a precaver-nos, em vez de esperarmos pelo dia 12. Era avisado podermo-nos abastecer para enfrentar com maior segurança o que vier a acontecer", disse Pedro Nuno Santos.

Diz a ENSE que "caso seja declarada crise energética", por resolução do Conselho de Ministros, a Rede Estratégica de Postos de Abastecimento, com identificação de todos os postos, deve ser afixadas em local bem visível, em todos os postos de abastecimento do território continental".

No site da ENSE foram publicadas duas listas: a REPA geral, ou seja, as bombas onde todos os cidadão se podem dirigir obter combustível em caso de greve prolongada; e a REPA para entidades prioritárias, que incluem, de acordo com a lei, as Forças Armadas; forças de segurança; entidades públicas ou privadas que prestem serviços de interesse público; deficientes e as suas associações; representantes diplomáticos; atividades industriais, comerciais ou profissionais de relevante interesse para a economia nacional ou para o bem-estar da população, entre outros.

A ENSE remete ainda para o decreto-lei n.º 114/2001, de 7 de abril, que estabelece os procedimentos que devem ser adotados por todos os postos integrantes da REPA, e que serão divulgados caso se justifique. "Solicita-se a melhor colaboração de todos os responsáveis dos postos de abastecimento no sentido de dar cumprimento ao disposto na portaria n.º 469/2002, de 24 de abril, agradecendo desde já toda a colaboração".

Essa mesma portaria diz que "a eventual eclosão de uma crise energética no sector dos combustíveis, resultando na escassez dos bens energéticos por falha quer do aprovisionamento externo quer da logística interna, é um risco que deve ser acautelado".

O documento fala em prudência e aconselha preparar "atempadamente os mecanismos de implementação das medidas de emergência adequadas para garantir a continuidade dos serviços essenciais à defesa da segurança, da saúde, do bem-estar das populações e da economia nacional que dependam da disponibilidade de produtos petrolíferos".

Assim, se o Conselho de Ministros declarar de facto uma situação de crise energética já em agosto, o governo pode mandar, através do Ministério da Economia, que os postos de abastecimento da rede de emergência reservem, para uso exclusivo das entidades prioritárias: 10 mil litros de gasóleo (ou 20% da capacidade de armazenagem, caso seja inferior a 50 mil litros); mil litros de gasolina super 98 aditivada; três mil litros de gasolinas sem chumbo; e dois mil litros de GPL-auto.

No pré-aviso de greve entregue pelos sindicatos, eram propostos serviços mínimos de 25% em todo o país. Por sua vez, as empresas propunham 70% de serviços mínimos garantidos.

Na greve iniciada em 15 de abril passado, o Governo estipulou a garantia dos serviços mínimos com 40% dos trabalhadores em funções, mas apenas para Lisboa e Porto. Posteriormente, o Governo acabou por decretar uma requisição civil e, depois, convidar as partes a sentarem-se à mesa de negociações.

A elevada adesão à greve de três dias surpreendeu todos, incluindo o próprio sindicato, e deixou sem combustível grande parte dos postos de abastecimento do país.

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