O Jogo ao Vivo

Economia

Vítor Gaspar diz que "em 2013 Portugal estará de volta ao crescimento"

Vítor Gaspar diz que "em 2013 Portugal estará de volta ao crescimento"

A escolha exacta dos produtos que irão mudar, em 2012, das taxas mais baixas do IVA para as mais altas está ainda pendente da amplitude do corte na taxa social única (TSU). O ministro das Finanças garante que Portugal volta a financiar-se nos mercados em 2013.

Só no IVA, as mexidas anunciadas aquando da apresentação do Documento de Estratégia Orçamental (DEO) gerarão 1200 milhões de euros de receita adicional em 2012. Em entrevista à SIC, ontem à noite, Vítor Gaspar não foi capaz de dar exemplos de produtos que poderão mudar de taxa de IVA, mas tornou claro que as alterações serão desenhadas tendo em conta a amplitude do corte na taxa social única (TSU) a cargo do empregador, uma decisão que implicará necessariamente uma perda de receita para a Segurança Social.

Ou seja, se o corte for limitado, como defende Vítor Gaspar, o agravamento dos preços de alguns produtos, por via da mudança na respectiva taxa do IVA, será menor. Se o corte chegar, por exemplo, aos 15 pontos (taxa actual é de 23,75% do lado dos patrões), como defende o ministro da Economia, então o agravamento nos preços afectará mais produtos. Na entrevista à SIC, Vítor Gaspar deu sinais de que tudo estará em aberto ainda no interior do Governo.

Questionado sobre um eventual plano do Executivo no sentido de superar as metas impostas pela troika e, desse modo, pedir uma renegociação do memorando de entendimento já no próximo ano, o ministro foi inequívoco: "Não pretendo renegociar o acordo e seria inaceitável pedir sacrifícios aos portugueses por razões de prudência".

"Sim, vamos ter condições de acesso ao mercado de financiamento em 2013. A dívida pública e externa começarão a reduzir-se já em 2012. Será o princípio do fim do ajustamento orçamental. Em 2013, a economia começará a crescer", afirmou, confiante, Vítor Gaspar.

"A compreensão das pessoas é notável, mas não me surpreende, uma vez que o aumento de impostos foi acordado com a troika por três partidos que representaram 80% dos votantes nas últimas eleições", disse o ministro.

Sobre o plano de ajustamento orçamental que está ainda a ser desenhado para a Madeira, Vítor Gaspar fez questão de sublinhar que a região não pode constitucionalmente negociar com a troika e que a execução do programa de austeridade não está dependente de quaisquer eleições.

PUB

Quanto à banca, Vítor Gaspar não rejeitou inequivocamente qualquer nacionalização em casos extremos, como aconteceu no caso do BPN, mas adiantou que os bancos têm vários meios de se financiarem e que o programa de privatizações é emblemático da retirada do Estado da economia.

Leia mais em Dinheiro Vivo a sua marca de economia

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG