Economia

Distribuidores contra imposto de 10 cêntimos em cada saco de plástico

Distribuidores contra imposto de 10 cêntimos em cada saco de plástico

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição considerou, esta quinta-feira, que a aplicação de um custo sobre os sacos de plástico é "mais um imposto sobre o consumo" que terá impacto nas famílias portuguesas.

A introdução de um imposto de 0,10 euros sobre cada saco de plástico a pagar pelo consumidor final é uma das 40 medidas previstas no anteprojeto de reforma para a fiscalidade verde colocado esta quinta-feira em discussão pública.

Contactada pela Lusa, a diretora-geral da APED disse que esta medida é "desajustada e com um montante totalmente exagerado para os consumidores" e que figura "mais um imposto sobre o consumo", com impacto "no bolso das famílias" e das empresas.

"De cada vez que uma pessoa vai ao supermercado o que o retalhista tem de fazer é pedir dez cêntimos por cada saco para depois entregar ao Estado. É um imposto sobre o consumo que sai do bolso dos portugueses e que os vai sobrecarregar", afirmou Ana Trigo Morais.

A responsável considerou ainda que "não é razoável" pedir um valor "três vezes superior", em média, ao que atualmente se pede nos estabelecimentos que cobram o saco de plástico, recordando que as empresas de distribuição foram "agentes ativos e pioneiros" na redução da utilização destes sacos.

Com esta proposta, a comissão pretende "reduzir a utilização dos sacos de plástico leves para um nível máximo de 35 sacos 'per capita' por ano", quando dados recentes citados no anteprojeto indicam que em Portugal o uso esteja acima dos 500 por ano.

A Comissão estima ainda a obtenção de 35 milhões de euros, com 40% a afetar, em partes iguais, à Agência Portuguesa do Ambiente e ao Fundo para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

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