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Dívida de curto prazo com taxas superiores

Dívida de curto prazo com taxas superiores

Portugal colocou, esta quarta-feira, mil milhões de euros em Bilhetes de Tesouro a três e 11 meses a taxas de juro superiores às registadas nos anteriores leilões comparáveis, de dezembro.

Segundo a página da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), nestes dois leilões foram colocados 300 milhões de euros em Bilhetes de Tesouro (BT) a três meses a uma taxa de juro média positiva de 0,008%, superior à mínima de sempre, de -0,023%, verificada em 16 de dezembro.

A procura de BT a três meses foi 2,3 vezes superior ao montante colocado.

Os restantes 700 milhões de euros foram colocados em BT a 11 meses a uma taxa de juro média de 0,100%, também superior à do leilão precedente, de dezembro, de 0,030%.

Em relação à procura de BT a 11 meses, esta foi 1,52 vezes superior ao montante colocado.

O montante indicativo global destas duas emissões anunciado pelo IGCP era entre os 750 e os mil milhões de euros.

A última emissão de BT a 11 meses foi realizada a 16 de dezembro e, na altura, o IGCP colocou no mercado 750 milhões de euros, tendo conseguido uma taxa média de juro de 0,030%.

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Também a emissão mais recente de BT a três meses foi a 16 dezembro do ano passado, tendo o IGCP colocado no mercado 248 milhões de euros a uma taxa de juro média de -0,023%.

O diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, Filipe Silva, considerou que "a subida ligeira nas taxas de juro deve-se ao movimento da dívida longa", sublinhando que os juros da dívida portuguesa a 10 anos chegaram aos 4,5% na semana passada.

"Embora agora esteja nos 3,5%, é notório que o prémio de risco aumentou desde o início do ano quer para a dívida pública portuguesa, quer para a dívida das empresas portuguesas", afirmou.

Contudo, Filipe Silva afirmou que "é preciso sublinhar que continuamos a financiar-nos a taxas de juro muito favoráveis" e que "a procura esteve dentro da média e tal como se previa não houve qualquer problema na emissão".

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