Economia

Como ganhar escala e sustentabilidade

Como ganhar escala e sustentabilidade

A necessidade de se encontrarem novas soluções para a sustentabilidade da economia social foi a principal conclusão da conferência "O estado da arte da economia social em Portugal", promovida, anteontem, pelo "Jornal de Notícias", em parceria com o Montepio, no espaço atmosfera M, no Porto.

O evento incluiu um debate, moderado pela jornalista Fernanda Freitas, que contou com as intervenções de Rui Marques, presidente do Instituto Padre António Vieira (IPAV), António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, Kátia Almeida, presidente da Pressley Ridge, e Alexandra Mariz, do Conselho Fiscal do Grace - Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial.

De entre as várias ideias expostas pelos participantes ao longo da hora que durou a discussão, sobressaem três: a mudança de comportamentos é possível; só com novas soluções o terceiro setor continuará sustentável e as instituições da economia social desempenham um papel fundamental na sociedade.

Para o responsável do IPAV, o potencial de transformação "não pode esgotar-se na capacidade individual". "Para nos organizarmos são precisas instituições. Só daremos respostas mais eficazes e eficientes com modelos de cooperação integrada", diz Rui Marques.

Por seu lado, António Tavares salientou que a instituição a que preside é um exemplo de permanente inovação social. "Com 515 anos só é possível chegar ao século XXI respondendo sempre aos novos problemas que são colocados", afirmou o provedor, defendendo que, "embora o trabalho das organizações não seja reconhecido, a economia social tem feito muito pelo país e pelas pessoas, pela grande proximidade às comunidades".

A organização não-governamental "Pressley Ridge" tem por missão prestar uma série de serviços junto de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, tentando mantê-las no seio familiar e inseridas na comunidade. "Procuramos encontrar soluções criativas para resolver problemas, nem que seja só de uma criança. E tentamos dar formação a pessoas dessa comunidade para que possam trabalhar com os mais jovens e ajudá-los", explica a presidente, Kátia Almeida.

Já o raio de ação do GRACE centra-se em fazer a ligação entre as organizações sociais e as empresas. "Promovemos também programas de mobilização das empresas para a sociedade civil, damos formação e tentamos incentivar o voluntariado de competências", refere Alexandra Mariz.

PUB

Antes do debate, António Tomás Correia, presidente do Grupo Montepio, Carlos Azevedo, presidente da Eslider, e Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias, deram os seus testemunhos sobre o terceiro setor, tendo o secretário de Estado Agostinho Branquinho fechado a conferência.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG