Economia

Uma nova atmosfera para estimular ideias no Porto

Uma nova atmosfera para estimular ideias no Porto

A cidade do Porto passou a dispor de um espaço multifuncional: o "atmosfera m". Um projeto criado e desenvolvido pela associação mutualista do Montepio aberto a toda a gente.

"Espaço para pensar e agir". É este o conceito que está na base do recém-inaugurado "atmosfera m", um local idealizado e construído pelo Montepio Geral - Associação Mutualista, com vista a promover a troca de ideias e de conhecimentos, e estimular a criatividade, cidadania e partilha.

"Queremos ser um parceiro com quem partilhar as ideias e discutir soluções. Assim, sairemos muito mais enriquecidos e teremos uma região muito mais preparada para o futuro", afirma António Tomás Correia, presidente do Conselho de Administração do Montepio, avançando ainda: "Juntos, somos capazes de fazer mais do que cada um individualmente".

Mas o "atmosfera m" não é um espaço fechado aos associados. "Destina-se também a instituições da economia social, universidades, artistas, crianças, pessoas mais velhas que têm aqui uma boa componente de envelhecimento ativo. É um espaço de aprendizagem e convívio para a sociedade", explicou o presidente do Montepio, esclarecendo que embora a empresa desenvolva a atividade no mundo da economia, "o objetivo primordial não é obter lucros, mas obter resultados".

No corpo da instituição Montepio, a cabeça é representada pela associação mutualista. Só a seguir vem um conjunto de atividades ligadas ao mundo da Banca, seguros e gestão do património. Atividades próprias de um grupo financeiro, mas todas sob a égide da associação mutualista. "Desenvolve trabalho no sentido da responsabilidade social, o que chamo trabalho à dimensão humana, que visa a obtenção de resultados que permitam à associação desenvolver-se enquanto tal".

Segundo António Tomás Correia, o Montepio tem de olhar mais além, para as necessidades de crescimento do país, de crescimento em coesão social, em sustentabilidade e em partilha. "Temos de devolver à sociedade muito daquilo que a sociedade nos dá. E fazemos isso através da realização de projetos desta natureza", ressalvou.

O presidente da associação mutualista lembra que, noutros países da Europa, o peso da economia social atinge os 11%, muito acima dos 5,5% no nosso país. "Estamos longe dos nossos congéneres europeus. Se em Portugal esta componente fosse mais forte, teríamos um país melhor e mais capacitado e preparado para enfrentar os desafios e dar uma resposta positiva", finalizou. v

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