O caso BES

Lesados do BES dirigem-se para residência oficial de Passos Coelho

Lesados do BES dirigem-se para residência oficial de Passos Coelho

Os lesados em papel comercial do Grupo Espírito Santo vendido aos balcões do Banco Espírito Santo voltaram a manifestar-se junto à sede do Novo Banco, em Lisboa.

Os manifestantes, cerca de duas centenas, gritaram palavras de ordem contra o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o presidente do Novo Banco, Eduardo Stock da Cunha.

"Carlos Costa: A desgraça dos pequenos e a frouxidão com as grandes burlas" e "Passos Coelho: Executa a provisão ou demissão", eram algumas das palavras de ordem exibidas nos cartazes.

Os lesados vão ainda esta tarde dirigir-se à residência oficial do primeiro-ministro, o Palácio de São Bento, em Lisboa.

Margarida Diniz, uma das lesadas do papel comercial, disse à agência Lusa que os lesados vão "continuar a lutar" pela causa, mesmo após a venda do Novo Banco.

"Temos de mostrar ao novo comprador que se quer clientes no seu banco tem de assumir os erros dos outros", acrescentou.

Já Alfredo Rui, outro dos lesados, referiu que quer o seu dinheiro "que está no banco há cinquenta anos".

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"Considero-me enganado pelos gestores do banco porque foram eles que foram a minha casa", disse, adiantando que se não for restituído do dinheiro "isto vai acabar muito mal".

São cerca de 2500 os clientes do Novo Banco com papel comercial do GES no montante total de 527 milhões de euros.

A 3 de agosto de 2014, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado banco mau (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.

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