Economia

Maioria e PCP chamam mais nomes ao Parlamento no caso BES

Maioria e PCP chamam mais nomes ao Parlamento no caso BES

A maioria PSD e CDS-PP e o PCP apresentaram, esta quinta-feira, pedidos de novas audições na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES), entre os quais da Eurofin e da KPMG.

PSD e CDS-PP, em requerimentos a que a agência Lusa teve acesso, pedem a vinda de Pierre Butty, administrador da ES Services, e três responsáveis da Eurofin, empresa com sede na Suíça e com papel destacado na crise do grupo: Michel Creton, Valérie Cholvy e Nicolo di San German, respetivamente administrador, diretora e acionista maioritário da companhia.

O PCP, por seu turno, quer ter acesso, da parte da KPMG, às fontes da Espírito Santo International (ESI) que forneceram dados à auditora sobre as contas apresentadas nos relatórios e reportes trimestrais, da parte das autoridades suíças, que a ES Services fazia sobre a ESI.

A ES Services consistia na sociedade sediada na Suíça que tratava da contabilidade de várias empresas ligadas ao GES.

Os comunistas, adiantou o deputado Miguel Tiago aos jornalistas, querem ainda chamar ao parlamento uma responsável da KPMG e um "conjunto de pessoas autorizadas a realizar transferências nas offshores, nomeadamente Jean-Luc Schneider".

O ex-contabilista da ESI Francisco Machado da Cruz está hoje a ser ouvido à porta fechada na comissão parlamentar, numa audição que arrancou às 16:00, teve uma pequena pausa para jantar, constatou a agência Lusa, mas pelas 21:00 já havia retomado.

A comissão de inquérito arrancou a 17 de novembro passado e tem um prazo total de 120 dias, que pode eventualmente ser alargado.

Os trabalhos dos parlamentares têm por intuito "apurar as práticas da anterior gestão do BES, o papel dos auditores externos, e as relações entre o BES e o conjunto de entidades integrantes do universo do GES, designadamente os métodos e veículos utilizados pelo BES para financiar essas entidades".