Economia

Se PT não estivesse confortável não tinha renovado financiamento, diz ex-líder da Rioforte

Se PT não estivesse confortável não tinha renovado financiamento, diz ex-líder da Rioforte

O ex-presidente executivo da Rioforte, João Rodrigues Pena, afirmou, esta terça-feira, que se a PT não se sentisse "confortável" com o investimento de 900 milhões de euros à holding do Grupo Espírito Santo não teria renovado as linhas de financiamento.

"A PT é um investidor qualificado. Tem, como qualquer investidor qualificado, plena consciência das decisões que toma, tanto mais da dimensão e da natureza da decisão que tomou aqui", afirmou João Rodrigues Pena, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

"Existiu renovação em abril das linhas de financiamento da PT tomadas em fevereiro. Se não fosse uma situação [o investimento] de mínimo conforto, essa situação [da renovação] não teria existido", considerou o CEO.

O ex-presidente executivo da RioForte disse ainda que o endividamento junto da PT foi assumido pelo "conselho da administração, sob solicitação do acionista", a Espírito Santo Internacional (ESI), ou seja, por Manuel Fernando Espírito Santo, presidente do conselho de administração, disse.

A PT SGPS investiu cerca de 900 milhões de euros em papel comercial da Rioforte, investimento do qual não foi reembolsada e que deixou um 'buraco' nas contas da operadora portuguesa.

A comissão de inquérito arrancou a 17 de novembro passado e tem um prazo total de 120 dias, que pode eventualmente ser alargado.

Os trabalhos dos parlamentares têm por intuito "apurar as práticas da anterior gestão do BES, o papel dos auditores externos, e as relações entre o BES e o conjunto de entidades integrantes do universo do GES, designadamente os métodos e veículos utilizados pelo BES para financiar essas entidades".