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Os últimos 10 anos no Norte em números

Emprego para fixar gente

Emprego para fixar gente

Trabalho, produtividade e população é o triângulo mágico de uma região dinâmica

A Região Norte está a desenvolver-se a ritmos diferentes e urge alcançar um crescimento sustentável. Para o representante da CCDR-N, Rui Monteiro, a região tem de se tornar mais dinâmica através de uma maior produtividade, criação de mais emprego e fixação e atração de mais população.

Quais são as condições estruturais que o território necessita para crescer de forma sustentável?

Tem de seguir aquilo a que chamo de triângulo mágico. Uma região dinâmica tem de ter acréscimo sistemático de produtividade, de emprego e de população. Do ponto de vista estrutural, nenhuma destas regiões dispõe destas três características em simultâneo e a que mais se aproxima, curiosamente, é o Cávado. Em vez de olharmos para quem é mais rico ou mais pobre, temos de olhar para as condições estruturais das regiões para poderem crescer de maneira sustentável. Mas os territórios da Região Norte ainda estão relativamente longe desse triângulo mágico.

Temos uma só Região Norte, mas com realidades muito diferentes. É possível aproximá-las?

A integração económica gerará isso necessariamente. Se eu tiver uma região rica e dinâmica, isso vai gerar potencial de procura de bens e serviços que outras regiões têm. Se eu comprar bens a uma região mais pobre, isso gera riqueza nessa região e, por sua vez, gera efeitos de procura na região mais rica. É um jogo de soma positiva.

Ainda assim, pela sua diversidade, a região necessita de estratégias para cada um dos territórios?

As regiões crescem através dos seus stocks de recursos, mas esses recursos não podem ser comparados porque são diferentes em cada um dos territórios. Isto implica que as suas estratégias de desenvolvimento sejam, claro, complementares, mas também diferentes. Os recursos evoluem de forma diferente.

Como é que classifica a situação do país a nível nacional?

A nível nacional, Portugal tem uma única assimetria e todas as outras são falsas assimetrias. Lisboa está muito mais à frente do resto do país. As outras assimetrias de que se fala representam valores muito pequenos. Somos mais pequenos 1% que a Região Centro, o que não tem expressão. No contexto europeu, somos um país equilibrado, sem grandes assimetrias.

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