Os últimos 10 anos no Norte em números

Faurecia vai empregar 5% dos brigantinos

Faurecia vai empregar 5% dos brigantinos

Fábrica situada no Nordeste do país era a segunda maior exportadora da Região Norte, em 2015.

Até 2018, a multimunicipal francesa Faurecia vai criar 400 postos de trabalho na unidade de Bragança, onde já emprega 850 pessoas. Muitos dos funcionários da fábrica, que produz escapes para automóveis, são recém-licenciados ou ainda estudantes no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), mas também há quem se tenha mudado para o Nor-deste do país para trabalhar na empresa que, em 2015, era a segunda maior exportadora da Região Norte.

Dentro de dois anos, a unidade transmontana empregará mais de 1200 pessoas. O impacto na economia de uma cidade com pouco mais de 23 mil habitantes "é enorme", reconhece o presidente da câmara, Hernâni Dias, que cita as "mais-valias" que a fábrica tem trazido para a região: "fixa pessoas, muitas vindas de outras zonas do país, dinamiza a economia local, como o comércio e a habitação".

A Faurecia é atualmente o maior empregador privado do distrito de Bragança. A mão de obra qualificada que a empresa encontra na região, com muitos licenciados no Ensino Superior local, ainda com vencimentos mais baixos do que no resto dos países europeus, é um fator que tem algum peso no aumento do investimento que tem vindo a ser feito na unidade. Em setembro, entrou em funcionamento o novo pavilhão de produção, onde foram investidos 41,5 milhões de euros.

São muitos os jovens que ali procuram trabalho. Uns só querem "desenrascar algum dinheiro" com horários ao fim de semana, como Pedro Almeida, um brigantino de 19 anos que fez uma pausa nos estudos "para pensar no que quer fazer da vida". Outros têm ambições maiores e aproveitam para adquirir experiência no setor automóvel enquanto estudam. Camila Barbosa, 26 anos, é de Braga, estuda Engenharia Mecânica no IPB, e trabalha como montadora de peças na Faurecia. "Decidi trabalhar na fábrica porque me parece uma boa oportunidade para conhecer a indústria automóvel e assim adquirir experiência para o futuro", explicou a jovem, dando ainda conta de que muitos colegas estudantes seguem o seu exemplo. "A maioria do meus colegas são trabalhadores--estudantes", acrescentou Camila.

O crescimento da Faurecia está a espoletar o nascimento de um cluster automóvel na cidade transmontana, com a instalação de duas novas unidades italianas na zona industrial de Mós. "Mais virão", garante o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias.

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