Conferência

Clima económico alimenta exportações

Conferência juntou três empresas de sucesso

Foto Álvaro Isidoro / Global Imagens

Conferência juntou três empresas de sucesso

Foto Álvaro Isidoro / Global Imagens

Conferência juntou três empresas de sucesso

Foto Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens

A conjuntura interna e internacional é favorável ao crescimento das exportações e as empresas portuguesas dão sinal de estar a aproveitar as oportunidades. Entre 2009 e 2015 as exportadoras passaram de 40 mil para 52 mil, representando já 11% do tecido empresarial e 40% do PIB. Pequenas, médias ou grandes todas aumentaram o seu perfil exportador.

Algumas destas empresas estiveram representadas na conferência TOP Exporta 2017, iniciativa do Santander Totta que visa distinguir cerca de 2 mil empresas pelo seu desempenho internacional, realizada esta semana em Lisboa.

A Oli, vocacionada para a produção de autoclismos e componentes, foi uma das convidadas pelo Santander Totta. O seu presidente, António Oliveira, explicou, num debate moderado pelo diretor da TSF, Anselmo Crespo, que, depois de revolucionar o setor com a apresentação do modelo da dupla descarga numa feira internacional nos anos 90, a Oli já orienta 80 por cento da sua produção para exportação. " O nosso principal mercado é a Europa, onde as coisas são mais fáceis, mas estamos também a apostar no Médio Oriente e há um crescimento interessante nos Estados Unidos", disse o empresário.

Também a Novarroz fez uma viragem completa em plena crise: "Em 2011 questionámos modelos, visitámos mercados e hoje estamos em 50 países, exportando 50% do nosso arroz ", disse Mário Coelho, o líder da empresa que há cinco anos só exportava 4%.

Outro caso destacado é o da Resiquímica, fabricante de polímeros (tem como destino os fabricantes de tinta), que renovou a aposta na internacionalização após uma quebra de 50% nas vendas entre 2002 e 2012. Hoje, segundo o gestor Marcos Lagoa, a empresa vende um terço da produção para o mercado interno, outro terço para Espanha e o restante para Marrocos, Itália e outros.

As três empresas têm em comum o financiamento do Santander Totta, que, como explicou Pedro Correia, diretor do negócio internacional, disponibiliza uma série de ferramentas às exportadoras como o "Santander trade", uma espécie de Linkedin especializado que permite aos seus clientes fazer negócios sem sair do sítio, para além de assistência personalizada em diversas geografias onde o banco está presente.