Top Exporta 17

Conheça algumas das empresas Top Exporta 2017

Conheça algumas das empresas Top Exporta 2017

A iniciativa Top Exporta distinguiu 1946 exportadoras este ano. Conheça seis das empresas que receberam esta chancela atribuída pelo Santander Totta.

"Exportações representam 85% do negócio"

Antigos funcionários, Marco Pereira e Nuno Lourinho pegaram nos destinos da Joalpe em 2015. A empresa de fabricação de cestos de compras para grandes superfícies e sistemas de organização de produtos em estantaria sempre teve uma vocação exportadora.

Hoje, exporta para 36 países e estas vendas representam 85% do volume de negócio, numa faturação que ronda os dez milhões euros anuais. "Exportamos principalmente para o mercado europeu e norte-americano - onde temos uma unidade industrial - e queremos apostar na América do Sul", revelam.

Este ano, a procura já registou um aumento de cerca de 15%.

"Exportar foi o nosso objetivo desde o início"

Tecidos personalizados é o que a 6 Dias faz. Fundada em 2006 por Carlos Dias - que já tivera uma fábrica têxtil com os irmãos -, esta empresa da Trofa tem como clientes grandes marcas nacionais e internacionais - Armani, Hugo Boss, Salsa ou Tiffosi, a título de exemplo.

"Trabalhamos em função do cliente e não há muitas empresas como a nossa", explica Patrícia Dias, administradora da 6 Dias. Não tendo produção, a 6 Dias tem o "know-how" que lhe permite subcontratar tudo e apresentar ao cliente o produto final. Trabalha com mais de 130 produtores e tem 3000 clientes em todo o mundo.

Da faturação de cerca de sete milhões de euros, 90% vem da exportação indireta.

"Os nossos produtos estão em cinco continentes"

Empresa familiar que já vai na 3.ª geração, a Lameirinho tem a vocação exportadora no seu ADN. "Os nossos produtos estão em cinco continentes e exportamos para 35 a 40 países", explica Crispim Ferreira, diretor-geral da empresa.

Com uma faturação de 60 milhões de euros, 90% do volume de negócio são exportações, principalmente para os EUA (50%). O 11 de Setembro teve impacto na empresa, que aproveitou a crise para investir, melhorar os produtos e apostar nas certificações de qualidade e ambientais.

"Nunca tivemos prejuízos", revela. Já tiveram distribuidores noutros países, mas hoje tudo sai da fábrica de Guimarães para o mundo.

"Sempre olhámos para o mercado internacional"

O Grupo ProCME detém várias empresas, entre elas a CME, que atua no mercado de construção e manutenção de infraestruturas - eletricidade, gás, água, telecomunicações.

Exporta essencialmente prestação de serviços na área da engenharia, mas através da empresa TecNeira também trabalha lá fora na área das energias renováveis.

As exportações representam 20% da receita do grupo, num volume de negócio consolidado de 200 milhões de euros. "Temos uma posição de liderança no mercado português no setor das "utilities" e estamos a apostar fortemente na exportação. Sempre olhámos para o mercado internacional", sublinha Alda Delgado, Diretor-geral financeira do Grupo ProCME.

"Maxipet já nasceu a pensar em internacionalizar"

A Rações Zêzere, nascida em 1981 para a alimentação animal com vendas de 45 milhões de euros, optou por explorar o nicho de mercado dos animais de estimação e criou, há dois anos, a Maxipet , que fatura 10 milhões de euros, 30% dos quais em 14 países.

"A empresa já nasceu com a intenção de exportar", explica o presidente, Jorge Fernandes. O seu ativo concorrencial é a utilização de carne fresca e da proteína do ovo fresco e a rejeição de organismos geneticamente modificados. Uma estratégia que está a resultar, com a empresa a atrair o interesse de clientes na Rússia, Croácia, Geórgia, Angola ou Congo, entre outros.

"Setor do tomate exporta 95% do que produz"

"A indústria portuguesa do tomate é das que tem o maior perfil exportador, com 95% da produção vendida lá fora", afirma o secretário-geral da Associação dos Industriais de Tomate. Miguel Cambezes revela que os associados são seis empresas responsáveis por exportações no valor de 280 milhões de euros e 1, 6 milhões de toneladas de tomate transformado.

À cabeça estão empresas como a Sugal, no top 10 mundial, e também uma empresa japonesa, a Kagome, que exporta a partir de Portugal. O setor enfrenta uma queda de preços no mercado mundial de tomate, mas as empresas estão a aumentar as suas vendas.

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