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Empresas fazem 43% das vendas lá fora

Empresas fazem 43% das vendas lá fora

As empresas exportadoras portuguesas realizam quase metade do seu volume de negócios fora de portas. Segundo um estudo da consultora Informa D&B, o peso das exportações no total das vendas destas empresas passou de 34%, em 2009, para 43% em 2015.

Uma situação que tem estado relacionada com o fraco desempenho no mercado interno. Enquanto a sua performance no mercado externo cresceu, em média, 4,7%, registou-se uma queda de 2,6% dentro de portas naquele período.

Tal como referiu a diretora-geral da Informa D&B, Teresa Menezes, "em todas as dimensões de empresas, o desempenho nos mercados externos foi superior ao verificado no mercado interno".

Essa é uma das vantagens para quem opta por trilhar o caminho da internacionalização. Mas há mais: "As exportadoras beneficiam de maior cumprimento nos prazos de pagamento dos seus parceiros comerciais, tendo potencialmente melhores condições de liquidez, porque em todos os principais mercados de exportação as empresas são mais cumpridoras do que em Portugal", observa aquela responsável.

Enquanto na Alemanha 71% das empresas cumprem os prazos de pagamento e nos Estados Unidos quase 54% das empresas o fazem, em Portugal só 17% são cumpridoras (ver gráfico).

Outra vantagem revelada pelas estatísticas é que as exportadoras apresentam um menor risco de insolvência: a percentagem das que têm risco mínimo de insolvência é 5 pontos percentuais superior às que não exportam.

Quase metade (47%) das exportadoras são da indústria transformadora e do setor grossista, sendo que 57% as exportações em valor pertencem à indústria transformadora, seguindo-se os setores grossista, com 15% e os transportes com 10%.

Entre 2009 e 2015, as empresas a exportar cresceram 4,4% passando de cerca de 40 mil para 52 mil, representando já 11,1% do total do tecido empresarial.

Embora as grandes empresas representem mais de metade das exportações (53%), não são elas que têm a maior parte das suas vendas concentradas no exterior, mas as médias e pequenas para quem o mercado internacional equivale a 49% do seu volume de negócios. E mesmo as microempresas também têm uma representação daquela ordem de grandeza.

Correspondendo à natureza das suas empresas, a região norte apresenta um perfil mais exportador, concentrando 44% das exportadoras, mas é a área metropolitana de Lisboa que concentra um maior volume de exportações (40%).

A análise da Informa D&B revela ainda que as empresas com controlo estrangeiro têm um importante contributo nas exportações nacionais, sendo responsáveis por quase 30% das exportações saídas de Portugal. Têm também uma maior vocação exportadora, sendo um terço do total das empresas.

Outro dado interessante é verificar que quanto maior é a diversificação geográfica maior é a percentagem das exportações nas vendas totais, sendo que um quarto das exportadoras nacionais vendem para mais de cinco destinos.

O critério definido no estudo da consultora para classificar uma empresa como exportadora é vender para fora pelo menos 5% da sua faturação ou num total equivalente ou superior a um milhão de euros.

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