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"Riscos de internacionalizar são menores na era da digitalização"

"Riscos de internacionalizar são menores na era da digitalização"

Mudam-se os tempos, mudam-se as realidades. E o digital é uma realidade com um potencial enorme para as empresas que se querem internacionalizar. Foi esta a ideia defendida por Nadim Habib, professor da Nova School of Business & Economics.

Especialista em inovação e criatividade, começou por evidenciar que "nas empresas o primeiro ponto de stress é a decisão de internacionalizar", muitas vezes feita a pensar nas vendas e sem uma estratégia bem definida. Para Habib, se na era pré-digital internacionalizar era um processo moroso e implicava gastos avultados, atualmente o universo digital torna tudo mais rápido, barato e adaptável às mudanças de mercado.

"A digitalização permite, pela primeira vez, estender a nossa marca, filosofia e missão rapidamente para mercados internacionais", disse, sublinhando que as empresas estabelecem contacto direto com clientes de todo o mundo, ganhando visibilidade, eficiência e competitividade.

"A chave da eficiência e da rentabilidade é ter capacidade de prever o futuro. E hoje conseguimos prever o futuro melhor", frisou. Habib defendeu que o digital não deve ser visto como uma nova área de negócio, mas como uma oportunidade de conhecer melhor os clientes, dar resposta direta às suas necessidades e eliminar riscos inerentes à aposta no estrangeiro.

"Os riscos da internacionalização são menores na era da digitalização", referiu, acrescentando que este processo favorece o que, em última análise, deve ser o objetivo de uma empresa: a consolidação da marca, uma espécie de seguro de vida para quem quer navegar em águas internacionais.

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