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DS3: luxo francês tem forte sotaque português

DS3: luxo francês tem forte sotaque português

O novo DS3 chega a Portugal em fevereiro e a sua versão elétrica tem um toque português. O que se pretende seja o expoente do luxo automóvel francês sofreu um restyling, oferece mais equipamento, melhores acabamentos, um novo motor elétrico e até uma motorização a Diesel.

As mudanças estéticas podem parecer tímidas neste SUV compacto do Grupo Stellantis, mas aproximam-no do resto dos seus dois irmãos maiores - o DS4 e DS7 -e dão-lhe um ar mais musculado e moderno. As luzes diurnas por exemplo, em forma de dentes de sabre, conferem-lhe mais presença na estrada e, na traseira, há menos cromados, "caiu" a denominação Crossback e surge a "DS Automobiles" na barra que une as óticas traseiras.

A maior novidade surge com a versão e-Tense 100% eléctrica, equipada com o novo motor Nidec, fabricado pelo Grupo Stellantis, dispondo agora de 156 cv (115 kW), com uma bateria CATL melhorada, cuja capacidade aumentou para 54 kWh (50,8 kWh úteis), permitindo uma autonomia até 402 km. O carregador de bordo aceita 100 kW de corrente contínua (o que permite carregar de 0 a 80 % em 25 minutos) e 11 kW de corrente alternada (0 a 100 % em cinco horas).

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Num breve trajeto pela cidade espanhola de Valencia, e numa unidade e-Tense ainda de pré-série, gostamos da maneabilidade, da suavidade dos comandos e da superior resolução das câmaras de estacionamento, cujas imagens são agora apresentadas num monitor tátil de 10,3 polegadas, de série em todas as versões.

Os 156 cavalos, disponíveis no modo Sport, permitem acelerações vivas, mas quando o trânsito está mais complicado, o modo Eco (que disponibiliza apenas 82 cavalos) dá conta do recado. Em Normal, o motor debita 106 cavalos.

Da competição aos motores elétricos

E é este motor, a ser usado, futuramente, noutras marcas do grupo, como a Peugeot, que tem a mão de Alípio Santos, de 46 anos, um engenheiro de origem portuguesa, com raízes em Bragança, que iniciou a sua carreira na Peugeot, em 1999, no desenvolvimento de motor Diesel. E continua a ser engenheiro de pista na competição automóvel da Peugeot nas provas de Endurance

"Tenho formação na área da engenharia mecânica e termodinâmica. Há cinco ou seis anos estive nos híbridos e há três mudei-me para os elétricos, sendo chefe na área do desenvolvimento do software", referiu Alípio Santos.

A grande batalha, neste domínio, são as baterias, "onde há ainda muito caminho para percorrer" "Temos de evoluir na eficiência e conseguir diminuir o seu peso, aumentado a autonomia dos carros. E aqui, a nossa participação na Fórmula-E pode trazer ensinamentos interessantes para os veículos do dia a dia. Os carros de competição são muito compactos e, por isso, temos de ter baterias de alta densidade, que ocupem pouco espaço. Isso pode ser aproveitado para os veículos de produção", concluiu.

Novidades

O DS3 apresenta outras novidades que não as meramente estéticas. Assim, os projetores LED são e série em toda a gama e o sistema DS MATRIX LED VISION, com uma gestão inteligente e automática da iluminação está disponível como opcional.

As jantes têm design completamente novo e estão disponíveis em 17 e 18 polegadas e versão E-TENSE 100% elétrica, tem as Toulouse de 18 polegadas com pneus Tall & Narrow Class A+.
Podem ser escolhido sete tons de carroçaria, opacos, metalizados e nacarados, incluindo a Vermelho Diva, tonalidade tri-camada exclusiva para o novo DS 3, e a Lacquered Grey.

As cores Cinzento Platinum, Cinzento Artense, Preto Perla Nera, Branco Banquise e Cristal Pear completam a oferta com a possibilidade de se fazerem combinações de dois tons com duas variações de tejadilho: Preto Perla ou o novo Cinzento Carat.

O posto de condução conta com novo volante, que reagrupa os comandos de assistência
ao condutor e os botões do sistema de infotainment, integrando as patilhas para mudança de relações das transmissões automáticas.

Um novo ecrã central de alta-definição, com 10,3 polegadas, é agora de série, com uma integração específica do novo sistema de infotainment DS IRIS SYSTEM. Os banco são feitos com uma espuma de alta densidade e os dianteiros podem ser aquecidos, contar com função massagem (lombar), bem como com regulações elétricas.
No topo da gama, o patamar Opera apresenta um interior Couro Nappa Preto Basalte com bancos do tipo bracelete de relógio.

Motorizações

O E-TENSE recebe um novo motor elétrico (que é montado em Trémery-Metz), um redutor
(produzido em Valenciennes) e uma nova bateria (montada em Poissy).

A bateria, muito compacta, está localizada sob os bancos dianteiros, traseiros e sob o túnel central, permitindo uma habitabilidade e a posição de condução idênticas às das unidades como motores térmicos.

É anunciada uma autonomia máxima de 404 quilómetros segundo o ciclo
combinado WLTP e mais de 500 quilómetros em condições urbanas graças, segundo a DS, "à eficiência da máquina elétrica, à sua capacidade de recuperação de energia, dos equipamentos auxiliares como a bomba de calor, o pré-condicionamento térmico ou os novos projetores LED, bem como pela otimização aerodinâmica da frente e das rodas, para além de uma redução de 10 milímetros na distância ao solo nas versões com jantes de 17 e 18 polegadas, com pneus Tall & Narrow".

O novo SUV da DS está tambem disponível com dois motores a gasolina, os PureTech 100, com caixa manual de seis velocidades, e o PureTech 130, com caixa automática de 8 velocidades. Também no catálogo está um motor Diesel BlueHDi 130 acoplado a uma caixa automática de 8 velocidades.

Equipamento

O ecrã central é dividido em 12 caixas e pode acomodar widgets de diferentes tamanhos. O cluster é, por sua vez, dividido em duas áreas, igualmente personalizáveis, e as funções podem
ser controladas através de um sistema de reconhecimento de voz ou nos botões de
toque do painel central.

O sistema VISIO PARK 2 oferece assistência ao estacionamento com visão a 360°, gerada a
partir de novas câmaras digitais de alta resolução.

Dotado de série com uma câmara colocada por detrás do para-brisas, o DS3 inclui auxiliares de condução como a assistência ativa à manutenção na faixa de rodagem, leitura de painéis de velocidade com feedback de informação no cluster e travagem automática de emergência.

Ao fazer um scan ao seu redor, através de um radar colocado atrás do para-choques dianteiro e dos sensores suplementares, o sistema DS DRIVE ASSIST combina o cruise control adaptativo com função Stop and Go com o sistema de assistência à manutenção na faixa de rodagem, possibilitando a condução semiautónoma de Nível 2.

Está associado ao sistema Active Safety Brake, capaz de detetar outros veículos, mas também ciclistas e peões, mesmo em condições de baixa luminosidade entre os 5 e os 140 km/h, esta travagem automática de emergência analisa os riscos de colisão e pode desencadear, por si só, uma travagem maximizada para evitar um impacto ou limitar as suas consequências.

A gama é composta por cinco níveis de acabamento, Bastille, Performance Line, Performance Line+, Rivoli e Ópera. Os preços começam nos 32.025 euros e culminam nos 50.400 da versão 100% elétrica, nível Ópera.

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