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Economia portuguesa teve contração "menos intensa" em maio

Economia portuguesa teve contração "menos intensa" em maio

A atividade económica registou uma contração "menos intensa" em maio, com os indicadores de clima económico e de confiança dos consumidores a recuperarem parcialmente das fortes reduções em abril, mês em que vigorou o estado de emergência, segundo o INE.

Segundo a "Síntese Económica de Conjuntura" do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgada esta sexta-feira, por setores de atividade, os indicadores de confiança aumentaram "de forma moderada" na construção e obras públicas e no comércio, e diminuíram novamente na indústria transformadora e nos serviços, atingindo novos mínimos.

Quanto ao indicador de atividade económica, os dados disponíveis relativamente a abril apontam para um novo mínimo histórico, e o indicador de clima económico retrocedeu em maio para o valor mais baixo verificado desde abril de 2013.

Segundo o INE, o indicador de confiança dos consumidores registou, em maio, o maior aumento da série, recuperando parcialmente da diminuição do mês anterior, em que atingiu o valor mais baixo desde maio de 2013.

"Esta evolução resultou das recuperações das perspetivas relativas à evolução da situação económica do país, da condição financeira do agregado familiar e da realização de compras importantes, após as diminuições históricas observadas no mês anterior, tendo as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar contribuído negativamente para a evolução do indicador", afirma o instituto.

O indicador de confiança da indústria transformadora diminuiu entre fevereiro e maio, prolongando a queda registada em abril e atingindo o mínimo histórico da série, um comportamento que o INE diz refletir os contributos negativos do saldo das apreciações relativas à evolução da procura global que, em maio, atingiu o mínimo da série, bem como das opiniões sobre os stocks de produtos acabados que, no mês anterior, tinham contribuído positivamente para o indicador.

Em sentido oposto, as perspetivas de produção recuperaram em maio, após registarem em abril o valor mínimo da série.

O INE diz ainda que o indicador de confiança do comércio aumentou "de forma moderada" em maio, após ter diminuído em abril, quando atingiu o novo mínimo da série.

Também o indicador de confiança dos serviços diminuiu entre fevereiro e maio, prolongando a queda registada em abril e atingindo novo mínimo histórico da série iniciada em abril de 2001, mas em sentido contrário, as perspetivas sobre a evolução da carteira de encomendas recuperaram parcialmente da maior redução mensal da série observada no mês anterior.

Os dados do INE revelam ainda que o montante global de levantamentos nacionais, de pagamentos de serviços e de compras em terminais de pagamento automático na rede multibanco diminuiu 26,6% em maio, em termos homólogos, após ter registado a maior redução da série em abril (uma queda de 38,6%).

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