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Economia vai contrair mais em 2011

Economia vai contrair mais em 2011

O Banco de Portugal espera uma recessão de 1,4% em 2011, o que traduz uma expectativa mais negativa do que nas suas anteriores previsões, mas avisa que a contracção poderá ser ainda mais expressiva se forem tomadas mais medidas de austeridade. Um dos factores que vai contribuir para a recessão é a forte quebra do consumo interno.

A subida da inflação, o efeito das medidas de consolidação orçamental (redução de salários e subida de impostos) e o desemprego vão impor um forte travão ao consumo das famílias. Depois de uma subida de 2% no ano passado, para 2011 o BdP espera uma diminuição tanto em 2011 como em 2012. Nas suas mais recentes previsões, divulgadas terça-feira no Boletim Económico da Primavera, o Banco de Portugal revê também em baixa as projecções para o próximo ano, estimando agora que a economia portuguesa cresça 0,3% (metade do estimado no BE de Inverno).

O novo cenário do BdP tem somente em conta as medidas de austeridade incluídas no Orçamento do Estado, não medindo por isso o efeito de medidas adicionais que venham a ser tomadas para cumprir os objectivos de descida do défice. "Em 2011 persistem ainda riscos de implementação não negligenciáveis que decorrem do grau de consolidação orçamental numa magnitude sem precedentes", refere o BE, assinalando ainda " a necessidade de medidas adicionais de consolidação orçamental" determina "riscos descendentes para a actividade económica" em 2011 e "de forma ainda mais significativa" em 2012.

Para este ano, o BdP espera uma descida nas importações e revê ligeiramente em alta as projecções para as exportações. O cenário macro-económico do supervisor é mais negativo do que as mais recentes previsões do Governo, incluídas na versão actualizada do Programa de Estabilidade e Crescimento, onde se aponta para uma quebra do PIB de 0,9% em 2011.

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