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Economista alemão diz que "renegociação da dívida seria uma ideia estúpida"

Economista alemão diz que "renegociação da dívida seria uma ideia estúpida"

O economista alemão Holger Schmieding, coautor de um relatório apresentado, esta terça-feira, em Bruxelas, pelo "think tank" Lisbon Council, está otimista em relação ao regresso de Portugal aos mercados, em 2014, e sem necessidade de qualquer ajuda para tal.

"Portugal tem boas hipóteses de regressar aos mercados sem qualquer ajuda. Se se mantiver no caminho traçado, se aplicar as reformas até ao fim, os mercados saberão que, em caso de novas turbulências, o país pode pedir uma linha de crédito junto das instituições europeias. Esta garantia é suficiente para Portugal regressar aos mercados", disse Holger Schmieding, à margem da apresentação do relatório.

O economista alemão - que trabalhou para o Fundo Monetário Internacional (FMI) - sublinhou aos jornalistas que "Portugal tem muito boas hipóteses de regressar aos mercados em 2014 e sair do programa de ajustamento em meados do próximo ano".

Questionado sobre uma eventual renegociação da dívida, Schmieding disse esperar "que esta discussão nunca seja levantada nos círculos europeus", pois "a situação portuguesa está a melhorar tanto que uma renegociação seria uma ideia estúpida".

"Portugal não precisa de reestruturar a sua dívida e só o facto de o tema ser discutido pode assustar os investidores", acrescentou, avaliando que "os investidores estão, atualmente, a tratar as obrigações portuguesas como papel em que podem quase confiar".

"Se Portugal continuar [no bom caminho], os investidores irão avaliar - a dada altura, durante o próximo ano - as obrigações como papel em que podem confiar inteiramente", referiu ainda.

Portugal mantém o quarto lugar no "ranking" do ajustamento económico elaborado pelo "think tank" Lisbon Council, mas encontra-se no penúltimo lugar da zona euro em termos de saúde da economia, segundo o mais recente relatório.

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De acordo com o documento "Euro Plus Monitor 2013", Portugal é quarto em termos de indicadores de "progresso do ajustamento" económico, apenas atrás de outros três países com programas de assistência financeira - Grécia, Irlanda e Espanha -, mas é 19.º e penúltimo na "saúde" da sua economia, somente à frente de Chipre.

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