Economia

EDP defende que clientes com problemas já foram compensados

EDP defende que clientes com problemas já foram compensados

A EDP defendeu, esta quarta-feira, que não deve haver "uma compensação adicional" aos clientes com contadores bi e tri horário, considerando que os consumidores com desajustes superiores a 15 minutos já foram ressarcidos.

"Não nos parece que deva haver compensação adicional à que já foi feita", afirmou o administrador da EDP António Martins da Costa, em conferência de imprensa, no dia em que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) propôs que a EDP Distribuição pague entre 3 e 35 euros aos clientes com tarifas bi e tri horárias, em função da potência contratada, num total de sete milhões de euros.

Em declarações aos jornalistas, Martins da Costa adiantou que "a EDP Distribuição não deixará de acompanhar o tema e tomará as medidas que ache mais conveniente para defender os seus interesses", realçando que a auditoria da Ernst&Young revela a "transparência e boa vontade" na compensação aos clientes.

"A EDP compensou todos os consumidores que tinham contadores com desajustes superiores a 15 minutos, num montante de 3,9 milhões de euros", declarou, considerando que esta banda de tolerância está "dentro das melhores práticas internacionais".

Contas feitas, a EDP Distribuição gastou oito milhões de euros com a compensação a clientes: 4,1 milhões de euros na compensação por defeitos num lote de contadores, um processo encerrado em 2012, e 3,9 milhões de euros por desajustes horários superiores a 15 minutos, dos quais já foram pagos cerca de três quartos.

Martins da Costa realçou que a "EDP gastará aquilo que for necessário" na compensação aos seus clientes, mas, alertou, "não se pode andar a fazer correções a desvios de um minuto".

Realçando tratar-se ainda de "uma proposta diretiva", o administrador da EDP não se quis pronunciar sobre quais "as vias" que a empresa pode vir a tomar se esta nova compensação receber luz verde do Conselho Tarifário.

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Na conclusão da auditoria revelada hoje, o regulador do mercado energético propõe ao conselho tarifário que "se adote uma compensação a todos os consumidores com tarifa bi-horária e tri-horária", o que corresponde a um valor global de sete milhões de euros.

Segundo a proposta da ERSE, o pagamento das compensações - entre os 3 e 35 euros em função do escalão de potência contratada - devidas aos clientes deve ser efetuado na primeira fatura a emitir após terem decorrido 30 dias sobre a data de publicação da respetiva diretiva.

A auditoria, efetuada pela Ernst&Young e agora enviada ao Conselho Tarifário, de que fazem parte os representantes dos consumidores e das empresas do setor, foi decidida pela ERSE na sequência da identificação de problemas específicos de reparametrização incorreta de contadores e de precisão insuficiente do relógio de uma série de contadores.

"Esta auditoria visou, no essencial, conhecer a realidade para os consumidores com tarifas bi-horária e tri-horária que não foram abrangidos pela primeira decisão de compensação determinada pela ERSE", explica o regulador.

A auditoria concluiu que "no final de 2012, tanto o conjunto de contadores objeto de intervenção como os que não sofreram qualquer atuação local apresentam em 95% dos casos desvios de hora inferiores a 10 minutos", considerando que nem todos os consumidores tiveram "as mesmas possibilidades de reclamarem".

"Não existe evidência de comunicação a todos os consumidores afetados por anomalias do contador, conforme determina a regulamentação em vigor e, consequentemente, não há como garantir que todos os consumidores tiveram as mesmas possibilidades de reclamarem ou comprovarem a bondade da atuação efetuada nos contadores", destaca.

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