Economia

Ingleses preocupados com reversão da concessão dos transportes de Porto e Lisboa

Ingleses preocupados com reversão da concessão dos transportes de Porto e Lisboa

A embaixadora do Reino Unido em Lisboa, Kirsty Hayes, disse, esta terça-feira, estar preocupada com a reversão da subconcessão dos transportes públicos e frisou ter a expectativa de que os compromissos assumidos venham a ser cumpridos.

Numa nota enviada à agência Lusa, pode ler-se que a embaixadora "tem acompanhado de perto o processo de subconcessão dos transportes públicos em Lisboa e no Porto, onde concorrem empresas britânicas".

"No contexto dos seus contactos regulares com as autoridades portuguesas, a embaixadora tem manifestado a sua preocupação quanto ao desenrolar deste processo e com a expectativa de que os compromissos assumidos venham a ser cumpridos", acrescenta.

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A empresa britânica "National Express" detém a espanhola Alsa, que foi a escolhida pelo Governo de Passos Coelho para concessionar a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP).

Para a Metro do Porto foi escolhida a francesa Transdev, enquanto para as empresas públicas de transporte de Lisboa (Carris e Metro) a escolha recaiu sobre a espanhola Avanza.

Contactada pela Lusa, fonte da embaixada espanhola em Lisboa disse que está a acompanhar o assunto, mas que "não colocou [ao Governo português] nenhuma questão nesse sentido" e não tenciona colocar porque é um tema que respeita à empresa espanhola de transporte.

A Lusa contactou também com a embaixada de França, mas ainda aguarda uma resposta.

Nove dias depois de António Costa ter tomado posse como primeiro-ministro, fonte do executivo fez saber que o Governo ia "mandar suspender, com efeitos imediatos, o processo de obtenção de visto prévio" para os contratos de subconcessão dos transportes públicos de Lisboa e Porto pelo Tribunal de Contas, para evitar que entrem em vigor.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, explicou depois que, tendo o Governo tomado a decisão política de reverter as subconcessões nos transportes, "não deveria ficar à espera que o Tribunal de Contas chumbasse os contratos".

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