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Empresários da restauração em vigília frente ao Parlamento

Empresários da restauração em vigília frente ao Parlamento

Dezenas de empresários do Movimento de Empresários de Restauração estão esta segunda-feira em vigília frente ao Parlamento, em Lisboa, com velas e farnel, num protesto que se prolonga pela noite contra os 23% da taxa de IVA da restauração.

"Apesar de sabermos que não deverão voltar atrás, vamos ficar toda a noite e amanhã (terça-feira) contamos entrar e assistir à votação" final do Orçamento do Estado para 2013, disse à Lusa Vítor Sarmento, dirigente do Movimento Nacional de Empresários da Restauração e dono de um restaurante no Seixal.

A vigília começou pelas 18 horas e os empresários começaram a chegar aos poucos, em muitos casos depois de fecharem os estabelecimentos de que são donos, munidos de farnel para aguentarem noite dentro.

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A palavra 'Dignidade' escrita com velas junto à escadaria principal da Assembleia da República e faixas pretas com inscrição "23% de IVA mata a restauração" marcam o local onde acontece a manifestação.

Os empresários estão contra a manutenção da taxa de IVA da restauração nos 23% e lutam por um recuo para os 13%.

Os empresário estão ainda indignados com as declarações de hoje do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que contrariou a tese de que aumento do IVA, no âmbito do Orçamento deste ano, gerou menor receita fiscal para o Estado, aumentando em contrapartida as falências e o desemprego.

"O IVA da restauração entregue ao Estado até agosto passado ultrapassa em 106% o IVA entregue por este mesmo setor em período homólogo de 2011. No regime mensal, o IVA entregue ao Estado aumentou 122% relativamente a período homólogo do ano passado", disse Paulo Núncio no Parlamento.

Paulo Leones, dono de um restaurante em Lisboa, duvida destes dados e afirmou que muitas empresas fecharam depois do aumento do IVA. Criticou ainda as afirmações do Governo de que o IVA da restauração está ao nível da Europa. "Falar de normalidade do IVA face à Europa é um absurdo, é anormalmente colossal" o IVA cobrado em Portugal na restauração, afirmou.

O problema, dizem os empresários, é que além da subida do IVA as empresas estão a sofrer com a diminuição de clientes e, logo, de receitas.

"Já somos menos e em fevereiro, quando for para pagar o IVA do quarto trimestre deste ano, será o grande golpe, já que há o contexto de grande redução dos frequentadores de restaurantes e quando consomem é o mínimo", disse Vítor Sarmento, explicando que no seu restaurante no Seixal os jantares diminuíram 35% entre 2012 e 2011, quando já tinham caído "significativamente" face a 2010.

Além da vigília frente ao Parlamento, o Movimento Nacional de Empresários da Restauração realiza ainda concentrações em Braga, Póvoa do Varzim, Beja, Évora e Portimão.

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