Pandemia

Empresas de pirotecnia indignadas por falta de apoios 

Empresas de pirotecnia indignadas por falta de apoios 

A Associação Nacional de Empresas de Produtos Explosivos (ANEPE) manifestou-se esta quarta-feira indignada pelo facto de o setor da pirotecnia ter ficado "esquecido" no programa de apoio às empresas mais afetadas pela pandemia, o Apoiar.pt.

"Inexplicavelmente, o setor da pirotecnia nacional foi mais uma vez esquecido, tal como o tem sido inúmeras vezes por este Governo", lamenta a associação. O "menosprezo, incompreensão e negligência ao setor da pirotecnia por parte do Governo, corroborado por esta incompreensível preterição, causou uma onda de indignação, descontentamento e desmoralização das empresas pirotécnicas, que se sentem completamente esquecidas".

O setor da pirotecnia, adianta ainda, "quer recuperar e continuar a iluminar as celebrações nacionais, mas, para tal, não pode ficar de fora dos apoios destinados aos setores culturais, quando é um inegável e indiscutível elemento do Património Cultural Português".

Em causa, explica a ANEPE, estará a Classificação Portuguesa das Atividades Económicas (CAE) das empresas deste setor, que as coloca na área das indústrias transformadores, levando a que "muitas vezes fique esquecida a inegável classificação artística e cultural do setor".

Ao JN, Pedro Gonçalves, presidente da ANEPE, referiu que as empresas de pirotecnia, que já estavam fragilizadas na sequência da "injusta correlação" com os incêndios, estão, "há quase um ano, sem trabalhar devido à pandemia". A associação preveniu "atempadamente" o Governo para a questão e foi surpreendida, esta terça-feora, quando tomou conhecimento que a pirotecnia não estava contemplada no diploma que regulamenta o programa.

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Pedro Gonçalves aguarda que a situação seja alterada ou as empresas irão "sair para a rua" para outro tipo de "atos reivindicativos".

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