Economia

Empresas encerradas em Portugal caem 8,8% até agosto e as criadas sobem 9,8%

Empresas encerradas em Portugal caem 8,8% até agosto e as criadas sobem 9,8%

As empresas criadas em Portugal aumentaram em 9,8% até agosto deste ano, para 33.968, face a igual período de 2018, enquanto as que encerraram diminuíram em 8,8%, para 9.571, em termos homólogos, revelou hoje a empresa Informa D&B.

Até agosto, as novas empresas constituídas superaram em 3.348 as que foram criadas em idêntico período do ano passado, ano em que foi batido o recorde de constituição de novas empresas no país, refere o barómetro Informa D&B.

Até final de agosto, a diminuição homóloga em 8,8% do número de empresas encerradas no país, foi quase transversal a todos os distritos.

O barómetro permitiu, por sua vez, saber que Setúbal, Braga, Aveiro e Faro confirmam até agosto um "grande dinamismo empreendedor" em termos de constituição de novas empresas, embora todos os distritos ganhem a este nível na comparação com o ano anterior.

No seu conjunto, estes quatro distritos viram nascer este ano 8.637 novas empresas, representando um terço do total do crescimento, além de retirarem "algum protagonismo" aos distritos de Lisboa e Porto, que, no entanto, "mantêm a liderança" em número de novas empresas, segundo o barómetro.

Por setores, o dos transportes e da construção foram os principais responsáveis pelo crescimento da constituição de novas empresas no final de agosto, representando quase 80% desse crescimento.

No caso dos transportes nasceram mais do dobro das empresas (+115%) do que no período homólogo, uma subida totalmente suportada pelo subsetor do 'transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros', sobretudo nos distritos de Lisboa, Porto e Faro.

Na construção nasceram 3.808 empresas (+29,7%), um crescimento transversal a todos os subsetores e distritos, ainda que com algum protagonismo de Porto, Lisboa e Setúbal, de acordo com o barómetro.

O barómetro da Informa D&B permitiu ainda saber que as atividades imobiliárias, um dos setores que protagonizou "uma grande vaga de empreendedorismo" nos anos mais recentes, teve a maior queda em termos homólogos ao nível da criação de novas empresas, com menos 179 empresas criadas e com o distrito de Lisboa a contribuir na totalidade para esta queda.

Em termos de encerramentos de empresas, até agosto, os setores da indústria, grossistas, construção e retalho foram responsáveis pela totalidade da redução em 8,8% em termos homólogos.

Quanto às insolvências, no período em análise há a destacar uma queda de 10%, para 1.463 empresas, face a idêntico período do ano passado.

O número de empresas que iniciaram até agosto um processo de insolvência recuou em 10% em termos homólogos, uma descida que "é transversal a todos os setores", com a exceção das indústrias, transportes e agricultura e outros recursos naturais, os únicos a registar mais insolvências do que no mesmo período do ano passado, segundo refere o barómetro