O Jogo ao Vivo

Economia

Ensino Superior com adesão à greve superior à do ano passado

Ensino Superior com adesão à greve superior à do ano passado

(Em actualização) - O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, diz que a adesão à greve é elevado, como foi no ano passado, mas sublinha que "no Ensino Superior os níveis de adesão "são muito superiores aos do ano passado". No geral, CGTP diz que greve tem adesão superior a 80%.

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, diz que a adesão à greve é elevado, como foi no ano passado, mas sublinha que "no Ensino Superior os níveis de adesão "são muito superiores aos do ano passado".

Segundo Mário Nogueira, da Fenprof, a adesão à greve é sensivelmente igual à verificada há um ano porque esta "já foi muito elevada". O dirigente salienta, no entanto, o Ensino Superior, onde os níveis de adesão "são muito superiores aos do ano passado".

Deu exemplo de cidades como Coimbra, Faro e Tavira, onde todas escolas estão encerradas. O secretário-geral da Fenprof justifica esta adesão com os cortes na Educacao. "Há escolas onde os professores têm ordem para fazer testes só com uma folha porque não há dinheiro para fotocópias", denunciou Mário Nogueira.

Segundo a CGTP, no geral, a greve tem uma adesão "superior aos 80%. O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, congratulou-se com a participação "muito significativa dos trabalhadores" na greve geral desta quinta-feira, que considerou ser "uma mensagem política aos governantes".

Há "uma adesão muito grande em todo o país", o que "traduz uma mensagem política" aos governantes, disse Carvalho da Silva.

No centro distrital de Segurança Social do Areeiro, Carvalho da Silva reafirmou que a adesão à greve "é boa".

PUB

Relativamente a algumas criticas à actuação dos piquetes de greve, que, não estariam a deixar alguns trabalhadores entrarem nas empresas, com foi o caso da fábrica da Renault, em cacia, Aveiro.

"Em Portugal temos pratica de greves ate muito moderada", disse Carvalho da Silva. "Quem impede os trabalhadores de trabalhar são as políticas que deixam a juventude quase a pão e água", acrescentou o líder da CGTP.

Segundo João Lopes, do Sindicato dos Trabalhadores dos Empregadores da Caixa Geral de Depósitos, há centenas de balcões encerrados em todo o país, com especial incidência no Alentejo, Beiras e Norte. "Só nos centros mais urbanos, onde as pressões sobre os trabalhadores são maiores, se notam menos os efeitos da greve". Disse ainda que há muitos balcões apenas com o gerente lá dentro a prestar informações.

O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante disse, em comunicado, que a adesão à greve dos revisores, trabalhadores das bilheteiras, assistentes comerciais, entre outras está a ser "maciça" por parte dos trabalhadores.

Em comunicado, o SFRCI diz estar "indignado com a clara ofensiva que está a ser lançada pelo Governo contra todos os trabalhadores ferroviários, que são, mais uma vez, chamados a pagar uma alegada crise à custa da sua qualidade de vida e dos seus direitos mais básicos".

A mesma estrutura sustenta que o Orçamento do Estado para 2012 e 2013, o Plano Estratégico dos Transportes e as alterações propostas ao Código do Trabalho, a concretizarem-se, "terão apenas uma consequência: levar ao desespero os trabalhadores ferroviários que diariamente lutam pela sua sobrevivência e das respectivas famílias".

O sindicato acrescenta ainda que "não pactua e está contra" a perda dos subsídios de férias e natal, a manutenção do congelamento dos salários até 2013, a suspensão da vigência dos acordos empresa, o encerramentos de várias linhas e consequente eliminação de centenas de postos de trabalho, entre outras medidas previstas.

Na Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), os trabalhadores não estão a cumprir os serviços mínimos e a adesão dos motoristas à greve geral é de 90%, disse fonte da Comissão de Trabalhadores da empresa.

De acordo com a fonte, o tribunal arbitral decretou que deveriam circular 50% dos autocarros em 23 linhas, o que foi já contestado pelos sindicatos que consideram ser "ilegal".

"Ou seja, deveriam circular metade dos autocarros previstos, o que não faz qualquer sentido", disse a mesma fonte, referindo que dos 300 autocarros previstos, estão a circular cerca de 35.

Até cerca das 8.15 horas, "a adesão foi total", acrescentou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG