Economia

Espanha decidiu não pedir resgate financeiro à União Europeia

Espanha decidiu não pedir resgate financeiro à União Europeia

O presidente do Governo espanhol, Mariono Rajoy, defendeu, esta quarta-feira, que, no momento atual, não é necessário que Espanha solicite um resgate financeiro à União Europeia e, por isso, garante que não o fez.

As declarações do chefe do Governo espanhol foram proferidas durante a sua presença no Congresso para informar sobre as decisões tomadas na última cimeira europeia de Bruxelas, na semana passada, tendo negado que teriam sido negociadas condições sobre um eventual resgate financeiro a Espanha, de acordo com a agência Efe.

"O facto de não termos tomado a decisão de o pedir" não significa que no futuro não o façamos, afirmou Mariano Rajoy aos deputados.

Segundo o primeiro-ministro espanhol, Espanha "financia-se" bem nos mercados e não é claro que uma ajuda europeia se traduza num maior financiamento e em melhores condições.

Em relação aos avanços registados na cimeira europeia, Rajoy elogiou o Banco Central Europeu (BCE) pelo facto da instituição passar a atuar como supervisor bancário, algo vantajoso no entender de Mariano Rajoy. Segundo considerou, trata-se de "uma enorme garantia" para 95% das entidades financeiras espanholas, todas elas com mais de 30 mil milhões de ativos.

Na madrugada de 13 de dezembro os ministros das Finanças da União Europeia (UE) chegaram a um acordo sobre a criação de um supervisor bancário único, anunciou o ministro das Finanças do Chipre, país que assume atualmente a presidência do bloco.

O "histórico" acordo foi alcançado após 14 horas de negociações e a menos de 12 horas da cimeira dos líderes da UE, indicou Vassos Shiarly, na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro.

O futuro mecanismo único de supervisão bancária entrará em vigor a 01 de março de 2014, indicou o comissário europeu responsável pelos Assuntos Financeiros, Michel Barnier.

Na cimeira de outubro, os líderes apontaram 1 de janeiro de 2013 como a meta para o arranque do mecanismo, o qual deverá abranger todos os bancos da zona euro, num total de cerca de 6000.

Os 27 alcançaram um compromisso sobre os pontos que permaneciam 'bloqueados' há meses: o âmbito de aplicação da supervisão direta pelo Banco Central Europeu (BCE), a articulação entre a Autoridade Bancária Europeia (que terá um papel de regulador) e o BCE e a forma de separar as duas funções do BCE: a de política monetária da zona euro e a precisamente a de supervisão, já que esta última envolve países que não fazem parte da moeda única.

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