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Espanhóis consideram portagens "más" e admitem reduzir viagens a Portugal

Espanhóis consideram portagens "más" e admitem reduzir viagens a Portugal

Condutores espanhóis, de Fuentes de Oñoro, junto a Vilar Formoso, consideram "má" a medida de aplicação de portagens na autoestrada A25 (Vilar Formoso/Aveiro) e admitindo reduzir deslocações a Portugal, pelos custos acrescidos.

"Parece-me mal, porque costumava visitar amigos [em Portugal] e o que tenho que fazer [futuramente] é visitá-los menos vezes, em cada 15 ou 20 dias", declarou José Maria, residente em Ciudad Rodrigo.

O espanhol acrescentou que procurará "fugir" às portagens pela Estrada Nacional 16 (EN 16), por ter conhecimento que as tarifas, na A25, são "elevadas".

Também observou que com esta medida "Portugal vai perder muito", dizendo que conterrâneos "têm amigos" no nosso país "e apartamentos na costa" marítima.

Com as portagens, vaticina que as deslocações irão diminuir e o comércio nacional "vai notar as consequências".

Na sua opinião, o Governo fez "mal" em avançar com as portagens nas últimas ex-SCUT, devendo antes ter tomado medidas relacionadas com o aumento de impostos em sectores como "o tabaco ou os artigos de luxo".

José Maria disse estar informado das condições de pagamento, mas advertiu que as taxas aplicadas, sobretudo na A25, são "muito altas".

Javier Herrero, de Toledo, também considera as tarifas elevadas, admitindo que nas futuras deslocações ao nosso País procurará alternativas ao automóvel.

"Não me parece muito bem, mas se tiver que pagar, terei que o fazer", disse à Lusa, assumindo recorrer ao avião nas próximas viagens.

Já Juan Vicente, morador em Fuentes de Oñoro, que utiliza a A25, por razões de trabalho, referiu que a medida que hoje entrou em vigor será prejudicial para Portugal porque muitos espanhóis deixarão de "poder ir lá".

Disse que futuramente acabarão "as visitas em passeio" e passará apenas a deslocar-se em situações de trabalho.

"Se tiver que pagar [a autoestrada] e não tiver outra alternativa, é algo em que terei que pensar", no futuro, admitiu Francisco Vermello, de Madrid, que hoje visitou Portugal em lazer e desconhecia os meios de pagamento das passagens nas novas vias portajadas.

Este espanhol, que teve conhecimento do início das portagens na autoestrada Vilar Formoso/Aveiro através da Internet, pondera mesmo vir a encontrar "outras opções" turísticas para a família.

Quanto aos portugueses, asseguram que vão continuar a procurar o território espanhol junto da fronteira para fazerem compras e abastecerem as viaturas com combustível, dada a diferença de preços.

No entanto, a deslocação só compensará se optarem por vias alternativas à autoestrada A25, observam.

"Fugi das portagens. Vim pela EN 16. Há compras que ainda se podem continuar a fazer em Espanha", disse à Lusa Joaquim Pires, residente na Guarda, que hoje durante a manhã se deslocou a Fuentes de Onõro.