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À mesa com Camilo Castelo Branco

À mesa com Camilo Castelo Branco
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À mesa com Camilo Castelo Branco foi experiência gastronómica e vínica saboreada no segundo jantar temático, este sábado, no palacete oitocentista de Silva Monteiro, hoje a Casa do Vinho Verde, no Porto.

O jantar foi inspirado na obra "A brasileira de Prazins" e pretendia apresentar produtos tradicionais da região minhota e vinho verde. O evento temático contou com a presença de Isabel Pires de Lima, ex-ministra da Cultura, e do historiador Joel Cleto.

Na cozinha, o chef Renato Cunha, do restaurante A Ferrugem, tentou preparar um menu que "sem ter a preocupação de estar a replicar os pratos que são falados na obra, colocasse também à mesa iguarias com os produtos que eram falados". "Tive de cruzar aqui várias coisas", explicou.

O menu contou com cinco momentos, compostos por diversas iguarias que deliciaram os convidados. Desde a sopa preenchida com feijoca branca, caldo de legumes e tora ao galo de raça amarela e arroz de pica no chão, ao arroz de leite, que segundo Camilo, "satisfazem os beiços com a gema".

Camilo Castelo Branco e Ana Plácido, presentes através de figurantes que eram convidados de honra, também puderam deliciar-se com a variedade de vinhos verdes apresentada ao longo do jantar.

Isabel Pires de Lima e Joel Cleto discursaram, entre a passagem de um prato para outro , sobre a vida do escritor e da sua mulher Ana Plácido, citando algumas passagens da obra "A Brasileira de Prazins". Renato Cunha também interveio, explicando a associação entre cada prato à vida de Camilo Castelo Branco e à cultura minhota.

O evento foi o segundo de uma série de três jantares que se realizam na Casa do Vinho Verde, propondo um "Regresso à Casa do Conde". O primeiro foi a 13 de Abril em homenagem a Eça de Queirós e contou com as iguarias do chef António Pinto e um representante da Confraria Queirosiana.

Manuel Pinheiro, presidente da Comissão dos Vinhos Verdes, diz que a iniciativa pretende "celebrar os 110 anos de demarcação da Região dos Vinhos Verdes, que foi feita em 1908, e celebrá-la com uma ligação à cultura porque o vinho verde é um produto único no Mundo".

A 29 de junho, o chef Hélio Loureiro fecha o ciclo de com um jantar dedicado a António da Silva Monteiro, empreendedor ligado a vários projetos como o Palácio de Cristal e o Porto de Leixões.