Conteúdo PatrocinadoAmigos Felizes

Perceber problemas observando os sinais dos animais de estimação

Perceber problemas observando os sinais dos animais de estimação

Ignorar a linguagem corporal de cães e gatos significa perder mensagens muito importantes.

Não falam, mas comunicam através do comportamento. Nos animais de estimação, há mensagens para decifrar na postura, no olhar, no abanar da cauda ou na posição das orelhas. Quer seja felicidade, ansiedade ou depressão.

Ainda assim, nem sempre é fácil ao tutor entender o seu fiel amigo de quatro patas. Neste campo, a observação e o conhecimento do cão ou do gato podem ser uma ajuda para compreender as suas necessidades e antecipar possíveis males.

"Faço clínica há 27 anos e notava, inicialmente, que havia um maior afastamento [entre tutores e animais]. Não havia tanta compreensão, nem tanta observação. Hoje em dia, as pessoas estão mais sós e isso é um componente importante para haver esta a aproximação. Às vezes, transferem para o animal a necessidade de conviver um bocadinho", refere Luísa Guardão, médica veterinária e responsável pelo canil do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, no Porto.

No quotidiano, os animais expressam-se nos mais pequenos gestos. Nos cães, por exemplo, o abanar da cauda espelha felicidade. "Há cães que nos dão um sorriso maravilhoso. Eles abraçam-nos com felicidade todos os dias", sublinha a médica veterinária.

No que toca ao comportamento animal, a alimentação é outro fator a ter em atenção, uma vez que a perda de apetite pode indicar que algo não está bem. "Devemos ter um diário no frigorífico e pesar o animal porque o problema de algumas espécies é que não demonstram que estão doentes. O dono tem de vestir a pele de um biólogo e tem de observar", frisa a médica veterinária.

Em casas com mais do que um animal, Luísa Guardão deixa um conselho para monitorizar a quantidade de comida ingerida: "O gato tem sempre de comer num patamar superior para que o cão não faça a ingestão da comida do gato. Se temos mais do que um animal [da mesma espécie], a pesagem individual vai fazer com que consigamos detetar mudanças ténues no peso".

Tal como os humanos, a ansiedade e a depressão também afetam patudos e felinos. Se os estados forem gerados pela ausência do dono, é possível minimizar a situação. Ter mais do que um animal em casa ou criar ocupações são duas opções. "Podemos, por exemplo, não dar a refeição da manhã e esconder a comida em vários brinquedos dentro de casa. O animal tem de fazer o que faria na natureza, que é ir em busca de alimento", exemplifica Luísa Guardão.

Para um bom comportamento, a educação também não deve ser descurada. De acordo com Luísa Guardão, a família deve adotar uma "linguagem comum", ter "paciência" e nunca "desanimar". "

Há formas de contornar problemas que podem vir da infância do animal e tudo sempre pelo reforço positivo. Quando queremos lutar contra um comportamento que não é desejável, não ralhamos. Redirecionamos, vamos mostrar o que é bom ao animal", salienta.

Outras Notícias