Economia

Esperados níveis de desemprego a que o país não está habituado

Esperados níveis de desemprego a que o país não está habituado

O presidente do PSD e primeiro-ministro defendeu, esta terça-feira, que o país tem que estar preparado para viver "durante pelo menos dois ou três anos" com "níveis de desemprego" a que não estava habituado.

"A partir de 2013 tenderemos a absorver uma parte do desemprego, uma parte ainda pequena, e a partir de 2014 absorveremos uma fatia mais importante. Ou seja, temos que estar preparados para viver durante pelo menos dois ou três anos com níveis de desemprego a que não estávamos habituados, ele não vai desaparecer de um dia para o outro", afirmou Pedro Passos Coelho.

O líder social-democrata e chefe do Governo falava num encontro com os Trabalhadores Sociais-Democratas, assinalando o 1º de Maio, Dia do Trabalhador.

Entretanto, o "importante" a fazer, apontou, é "habilitar aqueles que estão desempregados às oportunidades que lhes garantirão um regresso ao mercado de emprego com mais probabilidade".

"São essas políticas ativas de emprego que aqui foram referidas quer pelo secretário-geral dos TSD, quer pelo presidente da UGT, que constam do nosso programa com os parceiros sociais e que temos de implementar", afirmou.

"Aqueles que hoje estão desempregados merecem uma oportunidade e essa oportunidade não advirá apenas de amanhã aparecerem empresas a precisarem de mão-de-obra, porque elas podem precisar de uma mão-de-obra diferente daquela que corresponde à oferta dos que estão disponíveis e desempregados hoje", sublinhou.

Os "meios" para essas políticas ativas de emprego "estão a ser revistos de acordo com a reprogramação estratégica que está a desenvolver-se no âmbito do QREN e dos fundos estruturais", afirmou.