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Estudo revela que 69% das lideranças em Portugal são coercivas

Estudo revela que 69% das lideranças em Portugal são coercivas

Sessenta e nove por cento das lideranças em Portugal são coercivas, segundo um estudo divulgado esta quarta-feira que indica, no entanto, que os portugueses são os trabalhadores mais motivados da Europa do Sul.

O estudo realizado pela empresa de consultoria de gestão de negócios Hay Group sobre o impacto do estilo de liderança no ambiente de trabalho, destaca Portugal pela positiva face a Espanha, Itália e França e traça a percentagem do tipo de liderança usada em terreno nacional: afiliativa, "coaching" e coerciva.

Participaram neste estudo cerca de 70.000 colaboradores, mais de 14.000 gestores/chefias, de 27 países.

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Entre o total de países, Portugal apresenta a percentagem mais elevada (62%) de respostas que apontam para lideranças mais afiliativas (que fomenta a harmonia entre equipas), e é o segundo país com a percentagem mais elevada (53%) de lideranças "coaching" (foco no crescimento profissional dos colaboradores).

Contudo, a análise revela que a mais elevada é a coerciva (69 por cento), o que "pode justificar o clima de desmotivação manifestado por 39 por cento dos trabalhadores Portugueses que participaram neste estudo".

Segundo a consultora de gestão, o estilo coercivo foca-se em atingir objectivos de curto prazo e revela-se bastante eficaz em tempo de crise - quando se exige um volte-face.

No entanto, adianta, "é importante ter em atenção que o uso prolongado, ou isolado, deste estilo de liderança provoca nos colaboradores uma resistência passiva; resignação e desmotivação".

Portugal, segundo o estudo, destaca-se pela positiva uma vez que cerca de metade (47 por cento) dos trabalhadores portugueses que participaram na análise dizem ter um ambiente de trabalho positivo, motivante e de elevada performance.

Apenas os países nórdicos como, a Escandinávia (52 por cento), Alemanha, Áustria, Suíça (49 por cento) e a Europa de Leste (55 por cento) revelam estar mais motivados.

Espanha, Itália e França são os países que apresentam resultados mais desanimadores uma vez que mais de dois terços (68 por cento) de gestores italianos estão a fomentar um clima organizacional desmotivador para os seus colaboradores - taxa mais elevada da Europa.

Espanhóis e franceses aparecem em segundo lugar em 'ex aequo' com cerca de 64 por cento dos colaboradores a afirmar que os seus superiores não conseguem criar um clima positivo de trabalho.

Para avaliar o ambiente de trabalho e estilo de liderança o Hay Group pediu aos colaboradores que avaliassem numa escala de 1 a 7 a veracidade de um conjunto de afirmações sobre as suas chefias e sobre si próprios enquanto gestores de equipas.

Sobre estes resultados, Felipa Oliveira Serrão, Directora do Hay Group em Portugal, afirma "não existem estilos de liderança bons ou maus, existem sim estilos mais ou menos eficazes" e "os líderes das organizações sabem que só vão conseguir alcançar os objectivos e energizar as suas estruturas se conseguirem motivar e envolver os seus colaboradores".

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