Pandemia

Eurogrupo prepara apoios superiores a 500 mil milhões de euros

Eurogrupo prepara apoios superiores a 500 mil milhões de euros

Debate sobre "coronabonds" adiado para a fase da recuperação das economias, em prol dos consensos necessários, explicou Mário Centeno.

Os ministros das Finanças da Zona Euro aprovam, na terça-feira, as propostas de medidas de apoio à economia dos estados-membros que enfrentam a Covid-19. Segundo o ministro Mário Centeno, os três pacotes valem mais de 500 mil milhões de euros e somam-se aos já anunciados por outros organismos da União Europeia (UE).

"Trabalhamos em três redes de segurança: para a dívida soberana, para as empresas e para trabalhadores", resumiu o líder do Eurogrupo, em entrevista ao "El País". Mário Centeno sublinhou que "está a ser trabalhado um apoio amplo em torno deste pacote abrangente de medidas, que ainda exige muito compromisso por parte dos estados-membros". Por isso, o debate dos "coronabonds" - a emissão de dívida europeia - será adiado para a fase de recuperação das economias.

"A ideia de emitir dívida comum tem apoios ativos entre os estados-membros, mas também alguma resistência. Como presidente do Eurogrupo, o meu objetivo é obter consenso", explicou Centeno. "Nesta discussão, não devemos comprometer ou arruinar a nossa capacidade de chegar a um acordo para fornecer uma resposta de emergência com as referidas três redes de segurança", completou o ministro das Finanças português.

A primeira rede de apoio às dívidas soberanas consistirá numa linha de crédito aberta a todos os países da UE, com prazo longo e juros baixos, no valor global de 240 mil milhões de euros. Para apoiar as empresas, especialmente as PME, o Banco Europeu de Investimento prepara uma garantia de até 200 mil milhões de euros. E, para os trabalhadores, a Comissão Europeia apresentou, na quinta-feira passada, uma medida de 100 mil milhões de euros para "criar uma rede de segurança para os sistemas de proteção ao emprego".

Outras medidas

O Banco Central Europeu já está a comprar dívida pública e privada adicional no valor de 750 mil milhões de euros para apoiar as empresas e a economia europeia. Ao todo, durante este ano, investirá 1,1 biliões de euros em dívida.

A Comissão Europeia aprovou dois regimes de auxílio do Estado português, no valor global de 13 mil milhões de euros, que serão distribuídos na forma de subvenções diretas e garantias públicas sobre empréstimos.

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